A janela de transferências do Palmeiras virou uma operação de guerra financeira. A diretoria ativou o modo “limpa no elenco” e, em apenas um mês, já arrecadou R$ 119,24 milhões com vendas e repasses. O objetivo é claro: bater a meta agressiva de R$ 399,6 milhões em vendas no ano de 2026. Para isso, o clube não poupou ninguém: vendeu titulares, emprestou ídolos e liberou referências históricas sem custos de transferência.
O Cofre Cheio no Palmeiras: Quem Saiu e Deixou Dinheiro
A maior parte dos R$ 119 milhões veio de três operações principais, incluindo uma venda indireta que salvou o balanço de janeiro.
- Facundo Torres (Austin FC): Vendido por US$ 9,5 milhões (R$ 50,23 milhões).
- Aníbal Moreno (River Plate): Negociado por US$ 7 milhões (R$ 38,7 milhões).
- Jhon Jhon (Zenit): O “dinheiro fantasma”. O meia foi vendido pelo Bragantino, mas o Palmeiras tinha 20% dos direitos e embolsou cerca de R$ 23,04 milhões na operação.
A “Barca” da Economia: Ídolos Fora e Alívio na Folha
Além das vendas, o Palmeiras promoveu uma debandada para cortar custos fixos, incluindo nomes pesados da “Era Abel”.

- Raphael Veiga (América-MEX): Empréstimo até o fim do ano. O Verdão não recebeu taxa alta, mas se livrou de 100% do salário, abrindo espaço gigante na folha.
- Weverton (Grêmio): Saída sem custos. O clube aceitou liberar o goleiro histórico de graça para facilitar a transferência e renovar o ciclo.
- Micael (Inter Miami): Empréstimo para a MLS com opção de compra. O clube tenta recuperar o investimento de R$ 28,5 milhões feito no passado.
- Caio Paulista (Grêmio): Empréstimo por uma temporada.
- Rômulo (Novorizontino): Empréstimo renovado.
Quem é o Próximo? A Lista Continua
A “barca” ainda não zarpou totalmente. Outros nomes estão com um pé fora da Academia de Futebol:
- Vitinho: Encaminhado para o Santa Clara (Portugal).
- Luighi e Thiago Pimenta: Joias da base que recebem sondagens e são tratados como os próximos “ativos de venda” para bater a meta de R$ 400 milhões.
A “barca” é necessária para a renovação, mas o futebol não perdoa vácuo de liderança. O clube está trocando nomes prontos por dinheiro no caixa e promessas. Se as reposições não chegarem rápido, o lucro de janeiro vai virar a crise de fevereiro. Abel Ferreira já avisou: “se tem saídas, tem que ter entradas”. Por enquanto, só o dinheiro entrou. O time, no papel, encolheu.