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Palmeiras dispensa 9 jogadores e perde ídolos de graça: R$ 119 Milhões

A janela de transferências do Palmeiras virou uma operação de guerra financeira. A diretoria ativou o modo “limpa no elenco” e, em apenas um mês, já arrecadou R$ 119,24 milhões com vendas e repasses. O objetivo é claro: bater a meta agressiva de R$ 399,6 milhões em vendas no ano de 2026. Para isso, o clube não poupou ninguém: vendeu titulares, emprestou ídolos e liberou referências históricas sem custos de transferência.

O Cofre Cheio no Palmeiras: Quem Saiu e Deixou Dinheiro

A maior parte dos R$ 119 milhões veio de três operações principais, incluindo uma venda indireta que salvou o balanço de janeiro.

A “Barca” da Economia: Ídolos Fora e Alívio na Folha

Além das vendas, o Palmeiras promoveu uma debandada para cortar custos fixos, incluindo nomes pesados da “Era Abel”.

Cesar Greco/Palmeiras
  1. Raphael Veiga (América-MEX): Empréstimo até o fim do ano. O Verdão não recebeu taxa alta, mas se livrou de 100% do salário, abrindo espaço gigante na folha.
  2. Weverton (Grêmio): Saída sem custos. O clube aceitou liberar o goleiro histórico de graça para facilitar a transferência e renovar o ciclo.
  3. Micael (Inter Miami): Empréstimo para a MLS com opção de compra. O clube tenta recuperar o investimento de R$ 28,5 milhões feito no passado.
  4. Caio Paulista (Grêmio): Empréstimo por uma temporada.
  5. Rômulo (Novorizontino): Empréstimo renovado.

Quem é o Próximo? A Lista Continua

A “barca” ainda não zarpou totalmente. Outros nomes estão com um pé fora da Academia de Futebol:

  • Vitinho: Encaminhado para o Santa Clara (Portugal).
  • Luighi e Thiago Pimenta: Joias da base que recebem sondagens e são tratados como os próximos “ativos de venda” para bater a meta de R$ 400 milhões.

A “barca” é necessária para a renovação, mas o futebol não perdoa vácuo de liderança. O clube está trocando nomes prontos por dinheiro no caixa e promessas. Se as reposições não chegarem rápido, o lucro de janeiro vai virar a crise de fevereiro. Abel Ferreira já avisou: “se tem saídas, tem que ter entradas”. Por enquanto, só o dinheiro entrou. O time, no papel, encolheu.

Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de futebol, com foco em Atlético, Cruzeiro, Palmeiras e Flamengo há mais de 10 anos.