A saída de Raphael Veiga para o América do México, com 100% dos salários pagos pelo clube estrangeiro, abriu um espaço generoso na folha salarial do Palmeiras. E a diretoria não quer deixar a cadeira vazia por muito tempo. O alvo “classe A” definido para repor o peso ofensivo e a liderança técnica é Jhon Arias, atualmente no Wolverhampton.
O colombiano, ídolo recente do Fluminense, é visto internamente como o nome ideal: pronto, versátil e capaz de entregar resposta imediata em jogos grandes — exatamente o perfil que Abel Ferreira exige para substituir um multicampeão.
A Conta Milionária no Palmeiras: De R$ 90 a R$ 140 Milhões
Tirar Arias da Premier League não será barato. O Wolves pagou cerca de € 22 milhões (R$ 137 milhões) para tirá-lo do Brasil recentemente.
- A Transferência: Para convencer os ingleses a liberar o atleta tão cedo, o Palmeiras terá que trabalhar numa faixa entre o valor de mercado atual (€ 15 milhões / R$ 93 milhões) e o que foi pago originalmente (€ 22 milhões / R$ 137 milhões).
- O Salário: Na Inglaterra, estima-se que Arias receba cerca de £ 65 mil por semana, o que equivale a R$ 2 milhões por mês. Esse valor estabelece um “piso” alto para a negociação salarial, exigindo que o Palmeiras use toda a economia feita com a saída de Veiga.
O “Plot Twist”: O Fantasma do Fluminense
O maior adversário do Palmeiras pode não ser o Wolverhampton, mas sim o Fluminense. O contrato de venda de Arias prevê uma cláusula de preferência de compra para o Tricolor caso o jogador retorne ao Brasil.
Na prática: se o Palmeiras formalizar uma proposta e o Wolves aceitar, o Fluminense precisa ser notificado e tem o direito de igualar a oferta para levar o jogador. O presidente Mário Bittencourt já avisou que monitora a situação de perto.
Por que Jhon Arias?

A escolha por Arias indica uma mudança de “arquitetura” no time. Enquanto Veiga era o homem do controle e da bola parada, Arias é o jogador do caos, do drible e da aceleração.
- Versatilidade: Joga na ponta, no meio e constrói por dentro.
- Competitividade: É titular de seleção e já marcou gol na Premier League, provando que não sentiu a mudança de nível.
- Momento do Wolves: O clube inglês vive pressão na parte baixa da tabela e pode aceitar negociar para reequilibrar o caixa e o elenco.
A troca de Raphael Veiga por Jhon Arias não é apenas uma substituição de peças: é uma reforma completa na dinâmica do Palmeiras. O Verdão trocaria um “maestro” (Veiga) por um “motor” (Arias).
O colombiano oferece a agressividade e o 1×1 que faltam muitas vezes quando o time fica estático. É uma operação caríssima e arriscada, principalmente pelo leilão contratual com o Fluminense, mas é o tipo de movimento que responde ao mercado com autoridade. Se Leila Pereira fechar essa contratação, ela diz ao torcedor: “Veiga saiu, mas o nível subiu”. O problema é que, em briga de cachorro grande (Palmeiras, Wolves e Flu), quem hesita paga mais caro.