O ciclo de Raphael Veiga no Palmeiras terá uma pausa — e talvez um ponto final. O clube acertou nesta sexta-feira (30) o empréstimo do meia para o América do México até o fim da temporada. O jogador já se despede dos companheiros na Academia de Futebol e viaja nos próximos dias para exames e assinatura.
O acordo não envolve taxa de transferência (o Palmeiras não recebe dinheiro pela liberação agora), mas tem um gatilho financeiro crucial: os mexicanos arcarão com 100% dos salários do jogador, gerando um alívio milionário na folha de pagamento do Verdão.
Por que o Palmeiras liberou de graça?
A saída de Veiga é, acima de tudo, uma decisão de reconfiguração de elenco. Embora seja ídolo e decisivo, o meia perdeu o status de “intocável” na hierarquia de Abel Ferreira, que busca novas dinâmicas para o meio-campo em 2026.
- O Ganho Financeiro: Ao tirar um dos maiores salários do elenco da folha, o Palmeiras ganha “ar” no orçamento para buscar os reforços de “Nível A” que a presidente Leila Pereira promete.
- O Sucessor: A saída abre caminho definitivo para Maurício, tratado internamente como o nome pronto para assumir o protagonismo na criação.
A Vontade do Jogador

O negócio só avançou porque o próprio Veiga deu o sinal verde. Aos 30 anos, ele enxerga a ida para o gigante mexicano como uma oportunidade de fazer uma “última grande movimentação” internacional na carreira, em um mercado que paga em dólar e oferece alta competitividade.
Vale lembrar: Veiga não está sendo vendido. Ele tem contrato com o Palmeiras até março de 2027. Se não for comprado em definitivo pelos mexicanos ao fim do empréstimo, ele retorna ao clube.
A saída de Raphael Veiga por empréstimo parece um movimento frio para quem entregou tantos títulos, mas é cirúrgica sob a ótica de gestão. O Palmeiras escolheu não ficar refém da gratidão.
Ao liberar o meia sem custos de taxa, mas transferindo 100% do salário, a diretoria troca “passado” por “liquidez”. O clube abre um espaço gigante na folha salarial para atacar o mercado (talvez buscando aquele zagueiro de € 20 milhões ou um ponta de elite) sem estourar o teto de gastos. O risco é perder a referência técnica e a bola parada decisiva num ano de pressão. O ganho é a chance real de renovar a fome do time, entregando a chave do meio-campo para quem pede passagem.