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Palmeiras quer pacote de US$ 13 milhões e Veiga dá resposta ao México

O ciclo de Raphael Veiga no Palmeiras pode estar chegando aos capítulos finais. O meia de 30 anos autorizou seu estafe a avançar nas negociações com o América do México. Com o “sinal verde” do jogador, a discussão agora se volta para a engenharia financeira entre os clubes.

A operação gira em torno de um pacote total de US$ 13 milhões (cerca de R$ 67 milhões). O Palmeiras, no entanto, trabalha para garantir que sua fatia líquida — descontando impostos e comissões — fique na casa dos US$ 10 milhões (R$ 51,8 milhões).

O Modelo: Empréstimo com “Gatilhos”

A transferência não deve ser uma venda direta imediata. O modelo colocado na mesa pelos mexicanos é um empréstimo com opção de compra, que pode se tornar obrigação de compra se Veiga atingir metas esportivas (número de jogos, gols ou títulos).

Essa estrutura agrada o América por diluir o investimento inicial e protege o Palmeiras ao garantir a venda futura se o atleta performar.

O Fator André Jardine

A investida tem nome e sobrenome por trás: André Jardine. O técnico brasileiro, atual bicampeão mexicano com o América, colocou Veiga no topo de sua lista de desejos para resolver a falta de criatividade e gols do meio-campo de sua equipe.

Para a negociação ser sacramentada, o time mexicano ainda precisa resolver uma questão burocrática: liberar uma vaga de estrangeiro no elenco, já que o limite da liga está preenchido.

Por que o Palmeiras negocia agora?

(Foto: Cesar Greco)

Para Veiga, a mudança é vista como a oportunidade de um último grande contrato internacional. Aos 30 anos e com contrato no Palmeiras até março de 2027, o meia entende que o mercado europeu de elite já não é uma realidade palpável, tornando o México — com seus altos salários e liga competitiva — um destino atraente.

Para o Palmeiras, é a chance de monetizar um ativo que já entregou tudo o que podia (11 títulos) antes que seu valor de mercado comece a cair pela idade.

Análise Moon BH: Zero fator emocional

Se a venda se confirmar pelos valores especulados (R$ 50 milhões líquidos para o clube), a saída de Veiga deixa de ser uma questão emocional e vira uma decisão de gestão de ciclo. O Palmeiras estaria vendendo um jogador de 30 anos pelo preço de uma promessa. O risco esportivo é claro: Veiga é decisivo e tem números de atacante jogando no meio.

Mas o risco de segurar também existe: recusar uma proposta desse tamanho agora pode significar ficar com um ídolo em declínio técnico e sem retorno financeiro futuro. Se o dinheiro da venda for carimbado para trazer um “camisa 10” mais jovem e com a mesma fome, o adeus de Veiga será lembrado como o fim perfeito de uma parceria histórica, e não como um abandono.

Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de futebol, com foco em Atlético, Cruzeiro, Palmeiras e Flamengo há mais de 10 anos.