O Palmeiras não colocou Vitor Roque à venda, mas o mercado europeu estabeleceu um patamar que obriga qualquer diretoria a sentar na cadeira e fazer contas. Segundo o estafe do jogador, a Premier League prepara investidas que podem chegar à casa dos € 50 milhões (cerca de R$ 308 milhões).
Se essa cifra se confirmar no papel, o debate no Allianz Parque deixa de ser sobre “segurar o craque” e vira estratégia de gestão: como usar o maior cheque da história do clube para trazer o tal reforço “Nível A” prometido por Leila Pereira.
A Chuva de Ofertas e a Postura do Palmeiras
O empresário André Cury foi direto: há uma “chuvarada” de contatos da Europa. O Palmeiras, que pagou € 25,5 milhões (mais bônus) para tê-lo, só aceita conversar se o lucro for astronômico.
A lógica é simples: Vitor Roque foi uma aposta de “novo teto” financeiro no Brasil. Vendê-lo agora só faz sentido se o valor for irrecusável, blindando o clube de críticas e enchendo o cofre para a sequência da temporada.
A “Mordida” do Barcelona: O Dinheiro não é Todo do Verdão
O torcedor precisa ficar atento à matemática. Uma venda de R$ 300 milhões não significa R$ 300 milhões limpos no caixa. O contrato de compra junto ao Barcelona prevê uma cláusula de repasse (mais-valia) escalonada:

- A Regra: O Barcelona tem direito a receber entre 10% e 20% do lucro, dependendo do valor final da venda.
- O Cenário: Numa venda de € 50 milhões, o Barça levaria a fatia máxima (20% sobre o excedente ou total, a depender da redação final), diminuindo o montante líquido para o Palmeiras. Ainda assim, o lucro seria gigantesco.
O Efeito Dominó: Vender o 9 para Trazer o “10”?
A saída de Vitor Roque destravaria o “Cenário Agressivo” do orçamento palmeirense. Com o caixa cheio, Anderson Barros teria munição para atacar nomes que hoje são sonhos difíceis. Existem dois caminhos de reposição desenhados:
- Troca Direta (Centroavante): Buscar outro camisa 9 de grife. Difícil execução, pois o mercado de artilheiros é escasso.
- Impacto Criativo (O Caminho de Abel): Usar o dinheiro para trazer um meia ou ponta de elite mundial, mantendo Flaco López (que teve ótima temporada) como a referência fixa. Nomes como Thiago Almada ou Jhon Arias — alvos antigos e caros — passariam a caber no bolso sem esforço.
R$ 300 milhões não compram apenas um jogador; compram o controle da narrativa. O Palmeiras sabe que vender Vitor Roque é impopular. Mas se Leila Pereira vender por esse valor recorde e, na semana seguinte, anunciar um reforço midiático e “pronto” (um titular de seleção ou destaque global), a mensagem muda.