O mercado brasileiro virou um campo de guerra financeira em janeiro. Com o Cruzeiro pagando até R$ 187 milhões por Gerson e o Flamengo quebrando a banca com R$ 260 milhões por Paquetá, a pressão mudou de endereço: caiu no colo da presidente do Palmeiras, Leila Pereira. O torcedor palmeirense exige uma resposta à altura, mas o cofre da Academia de Futebol tem regras claras para 2026. Entre a saída provável de Raphael Veiga e o orçamento aprovado, o Palmeiras desenha sua estratégia para não ficar para trás na “corrida armamentista”.
O Orçamento: O Que o Palmeiras Pode Gastar?
Diferente dos rivais que estão “dobrando a aposta” agora, o Palmeiras já fez seu ciclo de gasto pesado em 2025 (investindo mais de € 70 milhões em nomes como Vitor Roque e Paulinho). Para 2026, a realidade é de responsabilidade fiscal:
- A Regra de Ouro: O orçamento prevê arrecadação de R$ 1,25 bilhão, mas exige R$ 399,6 milhões em vendas de atletas.
- A Tradução: O Palmeiras só fará uma “loucura” (nível maior que € 20 milhões num só jogador) se vender muito bem.
Os 3 Cenários de Investimento
- Cenário Conservador (O Padrão): Sem grandes saídas, o clube tem caixa para uma contratação de impacto na faixa de € 10-12 milhões (R$ 60-70 mi) e apostas pontuais.
- Cenário Agressivo (O Gatilho Allan): Se o volante Allan for vendido ao Napoli (que sinalizou com € 35 milhões), a chave vira. Aí sim, Leila teria respaldo financeiro para gastar cerca de R$ 300 milhões na janela, divididos entre 2 ou 3 titulares absolutos.
- O Fator Veiga: Se a venda de Raphael Veiga para o América-MEX sair (pacote de ~US$ 13 mi), a reposição deixa de ser opção e vira obrigação. O dinheiro entraria carimbado para buscar um meia criativo.
Quem está na Mira? (Os Nomes da Resposta)

Para responder tecnicamente a Paquetá e Gerson, o Palmeiras trabalha com três perfis monitorados:
- O “Xerife” (Nino): O nome mais quente. O zagueiro do Zenit tem acordo verbal com o Verdão, mas os russos endurecem a pedida (€ 12 milhões). Seria o pilar defensivo para 2026.
- O “Craque Viável” (Jhon Arias): Atualmente no Wolverhampton, o colombiano é o sonho de consumo para a ponta/meia. Conhece o Brasil, decide jogos e traria impacto imediato, embora a negociação seja complexa.
- O “Sonho Distante” (Thiago Almada): O meia do Atlético de Madrid foi sondado, mas a operação é considerada a mais difícil (e cara) da lista, já que o jogador prioriza a Europa.
O Palmeiras corre um risco perigoso se tentar “ganhar o Twitter” pagando ágio em jogador só para responder aos rivais. A gestão de Leila Pereira acerta ao manter os pés no chão: o clube já tem um elenco de € 70 milhões montado em 2025 (Vitor Roque, Paulinho, etc.).
A resposta ideal não é igualar o cheque de R$ 260 milhões do Flamengo, mas sim ser cirúrgico. Trazer Nino para arrumar a zaga e usar o dinheiro de uma eventual venda de Veiga/Allan para buscar um meia decisivo (como Arias) é mais eficiente do que queimar caixa por vaidade. O campeonato não se ganha em janeiro com a contratação mais cara, e sim em dezembro com o time mais equilibrado. O Palmeiras tem dinheiro, mas precisa ter, acima de tudo, a frieza que faltou aos rivais em anos anteriores.