Para o Palmeiras, o calendário de 2026 traz um déjà vu desafiador. Assim como em 2022, teremos uma temporada cortada pela Copa do Mundo (desta vez no meio do ano), exigindo um planejamento de guerra. E a memória do torcedor é seletiva e exigente: naquele ano, o Verdão de Abel Ferreira deu uma aula de consistência, faturando o Campeonato Paulista, o Brasileirão e a Recopa Sul-Americana.
Agora, após um 2025 de “reformulação” e sem os principais títulos de mata-mata, a pressão interna é clara: 2026 não pode ser ano de transição. Tem que ser ano de colheita. A meta é usar a “fórmula de 2022” para retomar a soberania absoluta no futebol brasileiro.
A “Tríplice Coroa” Adaptada de 2022
Há um ajuste importante na rota: ao contrário de 2022, o Palmeiras não disputará a Recopa em 2026 (vaga que ficou com o Flamengo/Lanus). Isso significa que, para “repetir 2022”, o sarrafo subiu. O pacote de três títulos terá que incluir obrigatoriamente uma taça maior que a Recopa: a Copa do Brasil ou a Libertadores, além da defesa da honra no Estadual e da maratona do Brasileiro.
- O Desafio: Em 2022, o time era uma máquina azeitada. Em 2026, Abel começa o ano tentando consolidar as peças que chegaram na janela de reformulação de 2025 (como os substitutos de Estêvão e cia).
O Calendário Insano (De novo) no Palmeiras

Ano de Copa é o pesadelo da fisiologia.
- Paulistão em Janeiro: O estadual começa dia 11 de janeiro, “atropelando” a pré-temporada.
- Brasileirão Acelerado: O campeonato nacional começa ainda em janeiro (dia 28), criando uma maratona insana antes da pausa para a Copa em junho. Em 2022, Abel Ferreira ganhou o Brasileirão justamente porque soube gerir energia. O Palmeiras raramente teve o time “ideal” em campo, mas teve o time “mais inteiro”. Em 2026, com o elenco rodado e reforços pontuais (como Marlon Freitas), a gestão de minutos será novamente o fiel da balança.
A Resposta de Abel: “Consistência”
O técnico português renovou até 2027 com uma missão: provar que seu ciclo não acabou. As críticas sobre a “falta de consistência” em 2025 incomodaram. Para 2026, a diretoria projeta uma receita recorde de R$ 1,2 bilhão, mas exige que esse dinheiro se transforme em taças. A estratégia de “Time A, B e C”, citada nos bastidores, será vital.
Se em 2022 o Palmeiras “abriu mão” das Copas para focar no Brasileiro quando caiu cedo, em 2026 a exigência é competir em tudo — o risco de virar um “pato” (que anda, nada e voa, mas não faz nada direito) é o fantasma a ser combatido.