O Palmeiras decidiu elevar novamente o sarrafo do mercado sul-americano e colocou o meia argentino Thiago Almada, campeão do mundo, em sua mira para a temporada 2026. A diretoria alviverde avalia internamente uma investida pesada e prepara uma verdadeira “força-tarefa” para tentar viabilizar a chegada do jogador ainda nesta janela de janeiro.
A oportunidade surgiu após sinais vindos da Espanha de que o Atlético de Madrid admite negociar o atleta devido à falta de espaço no elenco. No entanto, a barreira é financeira: os espanhóis estipularam um valor próximo de R$ 150 milhões para negociar apenas 50% dos direitos econômicos do meia, cifra que exigirá uma engenharia financeira criativa por parte de Leila Pereira e sua equipe. Só que o clube já enfrenta concorrência nacional do Grêmio, que sonda o jogador.
O Verdão trata Almada como uma “oportunidade estratégica”. Embora o valor seja alto, o clube estuda formatos para reduzir o impacto imediato no caixa, como parcelamentos longos, bônus por performance e estruturas alternativas de negócio. A ideia é aproveitar a insatisfação do jogador com a reserva na Europa para convencê-lo de que o protagonismo no Palmeiras, em ano de calendário cheio e ambições de títulos internacionais, é o melhor caminho para sua carreira.
O “Overbooking” em Madri e a Falta de Minutos
A porta se abriu para o Palmeiras porque a situação de Almada no Atlético de Madrid não é a ideal. O setor de meio-campo do time de Diego Simeone está “superlotado”, e o argentino perdeu espaço na rotação. Na primeira metade da temporada 2025/26, Almada participou de 16 dos 26 jogos, mas foi titular em apenas seis oportunidades.

A imprensa espanhola vê a pouca utilização como um indício claro de que Simeone não se opõe à saída, desde que o clube recupere o investimento. Para um jogador de 24 anos, com status de seleção argentina, ficar no banco é um risco esportivo que Almada parece não querer correr.
Metade do Passe, Preço de Ouro que Palmeiras Deseja
O grande entrave da negociação é o modelo de negócio proposto pelos europeus. O Atlético de Madrid comprou Almada em julho de 2025 por cerca de € 21 milhões (pelos mesmos 50%) e assinou um contrato longo.
Isso dá aos espanhóis total segurança para pedir alto. Ao exigir R$ 150 milhões por metade do passe, o Atlético basicamente quer recuperar o que investiu há seis meses. Para o Palmeiras, pagar esse montante por um atleta “fatiado” é um risco considerável, o que torna a “força-tarefa” jurídica e financeira essencial para desenhar uma contraproposta que seduza os espanhóis sem quebrar o banco alviverde.