HomeEsportesCruzeiroPalmeiras errou e perdeu Gerson para o Cruzeiro. Faltou gestão?

Palmeiras errou e perdeu Gerson para o Cruzeiro. Faltou gestão?

O Cruzeiro não entrou na janela de 2026 para participar; entrou para reescrever a história financeira do futebol brasileiro. Em uma demonstração de força sem precedentes na era SAF, a Raposa encaminhou a contratação do meia Gerson, do Zenit, deixando o Palmeiras para trás na disputa.

O acordo costurado com os russos envolve valores astronômicos: são € 26 milhões fixos (cerca de R$ 170 milhões) garantidos, mais € 4 milhões em bônus por metas. Se todos os gatilhos forem atingidos, o pacote total chega a € 30 milhões (aproximadamente R$ 189 milhões a R$ 196 milhões), com contrato selado até dezembro de 2029.

O Cruzeiro atropelou a concorrência ao tratar o negócio com uma agressividade que o Palmeiras não demonstrou. Enquanto o clube paulista monitorava a situação e aguardava uma possível redução na pedida russa, a diretoria mineira, liderada por Pedro Lourenço, foi direto ao ponto. A Raposa formalizou a oferta, aceitou pagar valores de nível europeu e garantiu ao técnico Tite o “motorzinho” que ele tanto desejava para o meio-campo, consolidando o que já é tratado nos bastidores como um “chapéu” de mercado.

A Engenharia do Negócio: Como Palmeiras perdeu Gerson?

Foto: Reprodução – Grok

Tirar Gerson da Rússia não foi tarefa simples. O Zenit iniciou as conversas pedindo irreais € 40 milhões. O Cruzeiro precisou de paciência e estratégia para baixar essa régua. O Palmeiras perdeu o astro em uma negociação que aconteceu da seguinte forma:

  • Tentativa 1: € 12 milhões + o zagueiro Jonathan Jesus (Recusada).
  • Tentativa 2: Oferta em dinheiro na casa dos € 25 milhões.
  • Fechamento: € 26 milhões fixos + € 4 milhões variáveis. Ao chegar nesse formato, o Cruzeiro conseguiu reduzir a pedida inicial em € 10 milhões e convencer os russos com dinheiro “vivo”, sem envolver trocas de jogadores que poderiam complicar a operação.

O Trunfo Tite no Cruzeiro e a “Lerdeza” do Palmeiras

A vitória sobre o Palmeiras no mercado se explica por dois fatores: a velocidade da decisão cruzeirense e a figura de Tite. O Verdão, com sua política de pés no chão, esperava o mercado esfriar para agir. O Cruzeiro, com sede de protagonismo, pagou o preço.

O desejo de Gerson em voltar a trabalhar com Tite foi fundamental. O treinador e o atleta têm uma relação de confiança desde os tempos de Flamengo e Seleção Brasileira. Para Gerson, que visa a Copa do Mundo de 2026, estar em um time competitivo, sob o comando de um técnico que sabe extrair seu melhor futebol, pesou mais do que qualquer sondagem de monitoramento.

Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de futebol, com foco em Atlético, Cruzeiro, Palmeiras e Flamengo há mais de 10 anos.