Com a renovação de Abel Ferreira assegurada até 2027, o Palmeiras volta seus olhos para a sustentabilidade financeira do projeto. Para 2026, a diretoria alviverde identificou um setor inusitado como fonte de receita milionária: a defesa. O clube projeta arrecadar entre R$ 150 e R$ 200 milhões negociando peças estratégicas de sua linha defensiva, aproveitando a valorização de titulares e o surgimento de uma nova joia da base.
Três nomes compõem essa “prateleira premium” do mercado: o consolidado Murilo, o recém-comprado Bruno Fuchs e a promessa Luis Benedetti.
1. A Joia do Palmeiras de € 15 Milhões: Luis Benedetti
O ativo mais valioso dessa lista tem apenas 19 anos. Benedetti, zagueiro de 1,97m, é a nova sensação da Academia de Futebol.
- O Interesse: Gigantes como Barcelona e Arsenal já monitoram o defensor.
- O Preço: O Palmeiras fixou o piso da negociação em € 15 milhões (cerca de R$ 96 milhões). Com contrato até 2029, o clube não tem pressa e espera que 2026 seja o ano da consolidação e da venda recorde para um defensor da base.

2. O Pilar Consolidado: Murilo
Aos 28 anos, Murilo vive o auge da carreira. Titular absoluto e homem de confiança de Abel, o zagueiro canhoto atrai olhares do mercado interno e sondagens do exterior. Ele é um dos nomes que podem ir pro mercado.
- A Estratégia: Embora seu valor de mercado seja estimado em € 5 milhões, o Palmeiras só aceita conversar por valores entre € 6 e 8 milhões (R$ 38 a 51 milhões). Sua saída dependeria de uma reposição à altura, mas é vista como uma possibilidade real de “fazer caixa” com um atleta que já entregou retorno técnico máximo.
3. O Investimento para Revenda: Bruno Fuchs
O Palmeiras exerceu a compra de Bruno Fuchs junto ao Atlético-MG por cerca de € 4 milhões (R$ 25 milhões). Aos 26 anos, ele é visto como um ativo de “flip” (compra e revenda).

- O Potencial: A diretoria acredita que, após uma temporada sólida em 2025, Fuchs pode ser negociado para mercados emergentes ou médios da Europa por € 5 a 6 milhões (R$ 32 a 38 milhões), gerando lucro financeiro e abrindo espaço para a base.
Análise: A Engrenagem de Abel no Verdão
O plano do Palmeiras para 2026 é uma aula de gestão de elenco. O clube não depende apenas de vender atacantes (como Endrick e Estêvão); aprendeu a monetizar a defesa.
Se concretizar essas vendas, o Verdão pode levantar quase R$ 200 milhões sem desmontar a espinha dorsal do time, já que a reposição costuma ser feita com antecedência (como a compra do próprio Fuchs). Para o torcedor, fica a segurança de que o dinheiro entra para manter o time competitivo sob o comando de Abel Ferreira.