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Sorteio da Libertadores coloca Palmeiras no lado mais difícil e limita decisões em casa

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O sorteio da Conmebol definiu o chaveamento das oitavas de final da Libertadores na tarde desta sexta-feira. Para o Palmeiras, o resultado trouxe um cenário que Abel Ferreira vai precisar encarar com frieza: o Verdão só decide em casa se chegar a confrontar o Fluminense ou o Independiente Rivadavia até a semifinal.

Dois caminhos num universo de possibilidades muito maior. O sorteio não foi gentil.

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O que o chaveamento significa na prática

Na Libertadores, o time que terminou melhor na fase de grupos tem o direito de decidir em casa — ou seja, joga o segundo jogo do confronto diante da própria torcida. Essa vantagem é real. São Januário, Monumental de Núñez, Maracanã — qualquer um desses estádios cheio empurra o time da casa de um jeito que não aparece na estatística mas aparece no resultado.

O Nubank Parque é um desses lugares. Quando o Palmeiras decide em casa, a equipe transforma pressão em combustível. A torcida cobre, o adversário sente.

O problema é que, pelo chaveamento que saiu, essa vantagem fica restrita a cenários específicos. Na maior parte dos caminhos possíveis até a semifinal, o Verdão vai precisar decidir fora.

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Os dois cenários onde o Nubank Parque entra

Nubank vai pagar o dobro ao Inter Miami do que Palmeiras
Foto: Reprodução

Fluminense e Independiente Rivadavia são os únicos adversários contra os quais o Palmeiras teria a decisão em casa, dependendo de como o mata-mata se desenvolver. São dois perfis completamente diferentes.

O Fluminense é time brasileiro, com história recente na Libertadores (foi campeão em 2023). Sendo assim, sabe jogar eliminatória, sabe administrar confrontos de dois jogos. Portanto, não seria adversário simples, mas seria um duelo onde o Palmeiras poderia usar o Nubank Parque como diferencial real.

O Independiente Rivadavia é outro tipo de desafio. Clube argentino com uma base diferente, menos badalado que os gigantes do continente, mas competitivo o suficiente para chegar até aqui. Contra eles, o fator casa também pesaria.

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Fora desses dois cenários, o Palmeiras joga com a desvantagem de decidir longe de casa.


O lado mais difícil do chaveamento

Não é exagero dizer que o sorteio colocou o Palmeiras num caminho exigente. Os adversários potenciais que aparecem no horizonte do Verdão, fora os dois já mencionados, carregam peso e tradição na competição.

Decidir fora não é impossível — Abel Ferreira tem currículo para provar isso. O treinador português já conquistou a Libertadores com o Palmeiras e sabe que título continental não se decide só em casa. Mas sabe também que jogar o segundo jogo longe, dependendo de um resultado fora do controle, é um grau a mais de dificuldade que nenhum técnico escolheria se pudesse.

O Moon BH acompanha a campanha do Palmeiras na Libertadores desde a fase de grupos e o que ficou evidente é que o Verdão tem qualidade para ir longe. A questão que o chaveamento coloca não é sobre capacidade — é sobre contexto. E o contexto, por ora, não ajuda.


O que Abel tem a seu favor

Foto: César Greco / Palmeiras

Mesmo com o chaveamento desfavorável, o Palmeiras chega às oitavas como um dos times mais organizados do torneio. Abel construiu uma equipe que sabe se defender quando precisa e que tem criatividade para criar mesmo sob pressão.

Decidir fora é difícil. Não é sentença.

Os times que vencem a Libertadores raramente têm o caminho mais fácil. Têm o caminho que sobraram e fazem funcionar de qualquer jeito. Para o Palmeiras, o sorteio desta sexta definiu qual é esse caminho.

Agora é jogar.

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Anna Millard
Anna Millard
Jornalista pela Universidade Federal de Ouro Preto - UFOP, é apaixonada por contar histórias e conhecer pessoas. Tem ampla experiência em jornalismo esportivo e passou pelo setor público e em assessoria de imprensa.

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