O Grêmio definiu sua estratégia para lidar com o assédio sobre André Henrique e estabeleceu uma “régua alta” para qualquer clube interessado em tirar o atacante de Porto Alegre nesta janela. Após oficializar a renovação contratual do jogador até o fim de 2028, a diretoria tricolor fixou nos bastidores o valor de € 5 milhões (cerca de R$ 31,3 milhões) como o piso mínimo para abrir negociações.
A medida é uma resposta direta às investidas recentes do futebol europeu e sinaliza que o clube não trata o atleta como moeda de troca barata, mas sim como um ativo valioso que compõe o elenco de Renato Gaúcho para a temporada 2026.
Esse valor de € 5 milhões não é negociável para baixo. A postura firme se justifica pelo histórico recente: o Grêmio já recusou uma oferta de € 2 milhões (R$ 12,3 milhões) do Göztepe, da Turquia, no final de 2025.
Ao rejeitar o dinheiro turco e estender o vínculo com aumento salarial, o Imortal mandou o recado de que André Henrique só sai se a proposta for financeiramente irrecusável e compensar a perda esportiva de um jogador que soma 73 jogos e 12 gols com a camisa tricolor.
A Matemática dos 60% no Grêmio: Por que Pedir Alto?
Existe um motivo contábil para o Grêmio exigir mais de R$ 30 milhões. O clube não detém a totalidade do passe do jogador.

- Direitos Econômicos: O Grêmio possui 60% de André Henrique.
- A Conta: Se vender pelos € 5 milhões (R$ 31,3 milhões) pedidos, o clube embolsa cerca de R$ 18,8 milhões.
- O Risco: Se aceitasse ofertas menores, como a de € 2 milhões, a fatia do Grêmio seria irrisória para repor um atacante de nível Série A no mercado atual. Portanto, inflacionar o pedido é a única forma de garantir que a operação deixe um lucro real nos cofres da Arena, dado o “desconto estrutural” de ter que dividir o bolo com parceiros.
Renovação até 2028 e Status de “Útil”
A assinatura do novo contrato trouxe tranquilidade. O vínculo, que antes gerava dúvida, agora vai até dezembro de 2028, protegendo o clube de perder o atleta de graça ou por pré-contrato em breve. André Henrique não é titular absoluto, mas é fundamental na rotação.
Em 2025, ele ganhou relevância especialmente após a lesão de Martin Braithwaite, mostrando ser uma alternativa confiável. Com a renovação, o Grêmio garante profundidade de elenco em um ano de calendário cheio, sem a pressão de ter que sair correndo para contratar uma aposta caso ele fosse vendido barato.