O Grêmio não quer esperar o relógio correr contra o seu planejamento. A diretoria tricolor já iniciou os movimentos internos para garantir a permanência do volante Arthur para além de junho de 2026, data em que termina seu atual contrato de empréstimo. O jogador, que pertence à Juventus-ITA, reencontrou o bom futebol em Porto Alegre e tornou-se peça insubstituível no meio-campo.
Tratado como “prioridade máxima” no departamento de futebol, o objetivo do Imortal é acionar os gatilhos contratuais existentes e, se possível, costurar um acordo que dê segurança a longo prazo, evitando que o atleta saia no meio da temporada.
O vínculo atual prevê a permanência até o meio do ano, mas existe uma cláusula que permite a prorrogação até dezembro de 2026. A direção trabalha para formalizar essa extensão o quanto antes, evitando ruídos de mercado e garantindo que o técnico (e o time) tenham a certeza de contar com o camisa 29 durante toda a disputa da Libertadores e do Brasileirão.
A Armadilha do Contrato no Grêmio: Sem Opção de Compra
A pressa do Grêmio tem uma justificativa financeira preocupante. O acordo de empréstimo firmado com a Juventus não incluiu uma opção de compra com valor fixado (“passe fixado”). O risco dessa modalidade: sem um preço pré-definido, a Juventus pode pedir o valor que bem entender caso o Grêmio queira adquirir o jogador em definitivo.

Como Arthur tem contrato com os italianos até junho de 2027, o Grêmio fica em uma posição delicada. Se o volante continuar jogando em alto nível, ele se valoriza, e a Juventus pode endurecer a negociação, exigindo cifras europeias que fugiriam da realidade do clube gaúcho. Por isso, garantir ao menos a extensão até o fim do ano é o passo seguro imediato.
O Xadrez com a Juventus
A negociação vai além de apenas “querer ficar”. O Grêmio precisa convencer a Juventus de que manter Arthur no Brasil é o melhor negócio para eles também, visando uma vitrine ou uma venda futura. O site oficial do Grêmio FBPA registrou, na época da chegada, a possibilidade de extensão, mas transformar isso em realidade exige diplomacia.
O clube gaúcho tenta se antecipar à janela europeia de meio de ano (verão europeu), quando clubes do Velho Continente costumam ser mais agressivos. Se deixar para resolver em maio ou junho, o Grêmio corre o risco de entrar em um leilão que não pode vencer.