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Flamengo “magoou” Tite ao impor proibição nos bastidores da demissão

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Sem clube há quase dois meses, após uma passagem meteórica e conturbada pela Toca da Raposa, o técnico Tite decidiu quebrar o silêncio. Em uma entrevista reveladora ao quadro Abre Aspas, do portal ge, o treinador revisitou fantasmas de sua carreira recente, focando especialmente na ferida que ainda não cicatrizou: sua demissão do Flamengo em setembro de 2024.

Para um profissional que sempre pautou seu discurso no “lado humano” e na construção de vestiários saudáveis, o relato de Tite expõe uma ruptura protocolar e gelada, característica da pressão vulcânica que rege os bastidores da Gávea.

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O “Adeus Proibido” no Ninho do Urubu

O ponto de maior fricção na fala de Tite não foi a interrupção do trabalho técnico, mas a proibição de um rito de passagem. Segundo o treinador, a diretoria rubro-negra o orientou a não comparecer ao Centro de Treinamento (CT) para se despedir dos jogadores e funcionários após o anúncio de sua saída.

“Fiquei muito chateado porque não pude dar tchau para os funcionários nem ter essa relação humana com os atletas. Fui me despedir deles um ano e meio depois, quando nos enfrentamos. Fui solicitado a não ir. Então, é uma falta de respeito humano”, desabafou o treinador.

A demissão ocorreu em 30 de setembro de 2024, imediatamente após a eliminação para o Peñarol na Libertadores e uma vitória magra sobre o Athletico-PR. Na época, a leitura da diretoria era de que o time estava “estagnado” sob seu comando, optando pela promoção imediata de Filipe Luís.

Resultados vs. DNA: O eterno dilema rubro-negro

Embora tenha conquistado o Campeonato Carioca de 2024, a passagem de Tite pelo Flamengo sempre viveu sob o signo da desconfiança. O treinador nunca conseguiu entregar o “futebol total” que a torcida exigia de um elenco com Pedro, Arrascaeta e companhia.

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O time era organizado e defensivamente sólido, mas faltava o brilho e a imposição que o DNA flamenguista demanda em noites de Libertadores. A entrevista sugere que, além do desencaixe técnico, havia uma distância crescente entre a filosofia metódica de Tite e a urgência política e passional da cúpula flamenguista.

Derrota pro Flamengo causou demissão no Cruzeiro

Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Tite relembrou sua demissão no Cruzeiro logo depois de perder um jogo importante contra o Flamengo:

“Fomos campeões mineiros numa situação de ver o quão alegre uma torcida toda… Nunca tinha tido assim, com as famílias comemorando dentro do campo, e as famílias todas dos atletas estando ali, muito próximas do torcedor, com as famílias do Pedrinho presente, do Júnior. Então, nesses nove jogos nós fomos perder um jogo, contra o Flamengo”.

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Naiara Souza
Naiara Souza
Jornalista formada há quase dez anos pela Universidade Estácio de Sá, cobre o futebol há mais de cinco anos, focada em Cruzeiro, Atlético, Palmeiras e Flamengo, e também as notícias mais importantes sobre Belo Horizonte e Minas Gerais.

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