O Flamengo retornou de Porto Alegre com três pontos na bagagem, mas com uma preocupação imediata para a sequência do Campeonato Brasileiro. A vitória por 1 a 0 sobre o Grêmio, sacramentada com gol de Carrascal, custou caro ao setor de meio-campo: Jorginho e Evertton Araújo receberam o terceiro cartão amarelo e estão fora do confronto contra o Athletico-PR, no próximo domingo (17), na Arena da Baixada.
A ausência da dupla desarticula o setor que vinha garantindo o equilíbrio defensivo e a fluidez na transição sob o comando de Leonardo Jardim. Sem eles, o treinador terá de encontrar soluções em um elenco que já lida com o desgaste físico e incertezas clínicas de peças fundamentais.
O impacto tático: Ritmo e Intensidade em xeque
A perda é dupla no sentido técnico e físico. Jorginho vinha atuando como o “metrônomo” do time, sendo o responsável por ditar o ritmo e garantir que a equipe não se partisse em campo. Já Evertton Araújo se consolidou pela agressividade na marcação e pela capacidade de cobertura, algo vital para sustentar a pressão pós-perda que Jardim exige.
Sem os dois, o Flamengo perde:
- Controle de Posse: Jorginho é a segurança no passe curto e na saída de bola.
- Combate Físico: Evertton é quem dá o tom da intensidade defensiva, especialmente nos duelos individuais.
- Rotação de Elenco: Com a suspensão, Jardim vê suas opções de banco encolherem justamente em uma semana de jogo decisivo pela Copa do Brasil.
O “Quebra-cabeça” de Leonardo Jardim

A montagem do meio-campo para o duelo em Curitiba dependerá diretamente do departamento médico. Erick Pulgar e Lucas Paquetá são monitorados e, caso o chileno tenha condições de jogo, ele deve assumir a função de primeiro volante, devolvendo estabilidade à linha defensiva.
As opções no tabuleiro:
- Retorno de Pulgar: Se liberado, Pulgar entra como o pilar defensivo, permitindo que De la Cruz e Carrascal (em alta após decidir contra o Grêmio) atuem com mais liberdade criativa.
- Estrutura Leve: Sem um volante de ofício em plenas condições, Jardim pode ser obrigado a recuar De la Cruz para a base da jogada, apostando em uma saída de bola mais qualificada pelos pés dos zagueiros e laterais, mas sacrificando o combate físico.
- Fator Arrascaeta: O uruguaio continua sob monitoramento. Sua presença em campo mudaria o desenho para algo mais ofensivo, possivelmente um 4-2-3-1, mas exigiria maior sacrifício dos volantes remanescentes na cobertura.
Calendário: Copa do Brasil como primeiro teste
Antes de subir para Curitiba, o Flamengo tem um compromisso de “vida ou morte” contra o Vitória, nesta quinta-feira (14), às 21h30, no Barradão. Por ser o jogo de volta da Copa do Brasil, Jardim dificilmente preservará titulares, o que aumenta o risco de novos problemas físicos ou desgaste excessivo para o domingo.


