Faltam exatamente sete dias para o anúncio que paralisará o Brasil. No próximo dia 18 de maio, no Museu do Amanhã, Carlo Ancelotti revelará os 26 nomes que buscarão o Hexa, e um dos debates mais intensos nos corredores da CBF atende pelo nome de Pedro. O centroavante do Flamengo chega à reta final com um argumento que costuma ser irrefutável para um atacante: números avassaladores.
Com 16 gols em 26 jogos em 2026, Pedro não é apenas o artilheiro do Flamengo; ele é a personificação da eficiência na Série A. No entanto, para convencer o treinador italiano — que nunca o convocou —, o camisa 9 precisa mostrar que seu futebol cabe no modelo de “transições elétricas” e “pressão alta” que Ancelotti prioriza.
O “Teste de Intensidade” de Ancelotti
Para Ancelotti, o faro de gol é um pré-requisito, mas não o único. O treinador costuma exigir que seus atacantes sejam o primeiro “parachoque” defensivo e peças ativas na construção de jogadas. Pedro tem trabalhado para evoluir nesse sentido:
- Pivô e Associação: No recente clássico contra o Vasco, Pedro mostrou que pode ser um “garçom” de luxo, criando chances claras para os pontas e segurando a marcação para a chegada dos meias.
- Eficiência Clínica: Em um torneio curto como a Copa, a margem de erro é mínima. Pedro oferece uma taxa de conversão que poucos rivais possuem, especialmente em jogos contra defesas fechadas, onde o jogo aéreo e a finalização de um toque são decisivos.
- Ritmo Europeu: O grande questionamento interno é se Pedro consegue sustentar o ritmo de jogo exigido contra potências europeias por 90 minutos, algo que seus concorrentes que atuam no exterior enfrentam semanalmente.
A “Guerra” pelas vagas no ataque

A lista final de 26 nomes parece generosa, mas a concorrência no ataque brasileiro é predatória. Pedro não disputa apenas contra outros “camisas 9”, mas contra a configuração tática de Ancelotti:
- Os Fixos: Richarlison (pelo histórico e entrega física) e Igor Thiago (pelo excelente momento na Premier League) são os rivais diretos pela função de referência.
- A Mobilidade: Endrick corre por fora como o “coringa” que pode mudar o jogo com velocidade e força, enquanto nomes como Rodrygo e Matheus Cunha oferecem a opção de um ataque sem centroavante fixo.
- O Fator Neymar: Se Neymar estiver 100% fisicamente, ele ocupa uma das vagas criativas, o que pode reduzir o número de vagas para centroavantes puros no elenco.
O peso da vitrine rubro-negra
Atuar no Flamengo de Leonardo Jardim tem sido o maior trunfo de Pedro. O time joga sob uma pressão constante e em um nível de exigência técnica que mimetiza o ambiente de Seleção. Ser o artilheiro isolado desse elenco, superando as expectativas em clássicos e jogos decisivos, dá ao atacante a “casca” necessária para não sentir o peso da amarelinha.
A pré-lista de 55 nomes já foi enviada à FIFA, e Pedro certamente faz parte dela. Agora, ele tem uma semana de treinos e jogos para mostrar que não é apenas um “finalizador de luxo”, mas o centroavante que Ancelotti precisa para destravar jogos complicados no maior palco do mundo.
Ficha do Candidato:
- Gols em 2026: 16
- Média de Gols: 0,61 por jogo
- Ponto Forte: Finalização e jogo de pivô.
- Ponto de Atenção: Intensidade física sem a bola.


