Leonardo Jardim tomou uma decisão que reorganiza o ataque do Flamengo: Pedro voltou a ser tratado como peça central do elenco, não como nome negociável de ocasião. Depois de recuperar a confiança do camisa 9 ainda em março, o técnico foi público na mensagem após a vitória sobre o Independiente Medellín: “Pedro é o atacante dessa equipe.”
O movimento é menos retórico do que parece. Aliás, entendendo o contexto atual do Flamengo, vemos como essas escolhas impactam o clube.
Os números que sustentam a virada
Pedro já havia chegado a 15 gols antes do clássico com o Vasco, com 12 gols e 3 assistências em 21 jogos até meados de abril. No SofaScore, o retrato atual é de um atacante em alta: nota 8,2 na última partida, valor de mercado de 16,5 milhões de euros. Além disso, sua curva de avaliação está em crescimento nas semanas recentes. O Transfermarkt coloca o centroavante em 17 milhões de euros, patamar próximo que reforça a dimensão patrimonial do camisa 9, e isso retrata bem o cenário do Flamengo.

Mais importante do que a contagem bruta de gols é a forma como Pedro tem jogado. Jardim quer potencializar jogadores dentro de suas funções naturais e, no caso do camisa 9, isso significa mais pivô, presença de área, retenção de bola e leitura para atacar a última linha. José Boto foi direto ao atribuir a evolução do atacante ao próprio treinador.
Ele destacou que Jardim soube adaptar o modelo às características de Pedro em vez de forçá-lo a um papel que reduziria seu impacto. Portanto, a forma como o Flamengo utiliza Pedro hoje é resultado dessas adaptações.
O que Pedro dá ao Flamengo que ninguém mais oferece
Pedro entrega ao time referência de área, jogo de costas, presença no último terço e capacidade de decidir em poucos toques. Mesmo no empate por 2 a 2 com o Vasco, em um jogo em que a defesa falhou e Jardim saiu irritado com o resultado, o centroavante foi apontado como o melhor rubro-negro em campo. Vale destacar que para o Flamengo, Pedro faz diferença no ataque.

Em um elenco que ainda tenta se reorganizar sem Arrascaeta e que busca mais controle de partidas, ter um atacante capaz de segurar a bola, acelerar a conclusão e transformar volume em gol pesa ainda mais. Jardim o trata como único centroavante de origem do elenco. Além disso, o clube fechou a última janela sem contratar um concorrente direto para a posição. De modo geral, a confiança na estrutura ofensiva do Flamengo é reforçada por esse cenário.
Por que a venda agora faria pouco sentido
Segundo apuração do Moon BH, o cenário construído aponta fortemente para a permanência. Leonardo Jardim avisou a Bap que o jogador faz parte de seus planos a longo prazo. Vender o camisa 9 neste momento significaria desmontar uma função que o elenco sequer conseguiu repor adequadamente até aqui. No Flamengo, a prioridade é manter o atacante nesta temporada, segundo o noticiário recente.
Com contrato até dezembro de 2027, produção alta em 2026 e valor entre 16,5 e 17 milhões de euros nas principais plataformas de referência, Pedro segue como ativo relevante. Mas o retorno esportivo imediato, neste momento, vale mais do que qualquer janela de venda.
Jardim encontrou no camisa 9 um ponto de estabilidade em um elenco que ainda busca equilíbrio entre posse, agressividade e maturidade competitiva. Perder esse jogador no meio do processo faria pouco sentido esportivo e estrutural para o Flamengo.
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