O Flamengo entra em campo nesta quarta-feira (29), às 21h30, com baixas pesadas para defender a liderança da Libertadores. Os meias Erick Pulgar e Lucas Paquetá estão fora do duelo contra o Estudiantes, na Argentina, forçando o técnico Leonardo Jardim a reorganizar o setor de criação na noite de maior pressão do Grupo A.
O diagnóstico no Departamento Médico rubro-negro
A ausência que mais frustra o planejamento da comissão técnica é a de Erick Pulgar. O volante chileno era preparado intensamente para a viagem a La Plata, mas não apresentou a evolução esperada no tratamento da lesão na articulação acromioclavicular do ombro direito. Inclusive, o Flamengo segue atento às condições médicas dos seus atletas para evitar surpresas.
Lucas Paquetá, por sua vez, já era tratado com extremo conservadorismo pelo clube. O meia segue em recuperação de um edema na coxa esquerda, sofrido diante do Bahia, e o departamento médico evitou estipular qualquer prazo de retorno precipitado. O acompanhamento feito pelo Flamengo mostra preocupação com o bem-estar do elenco.
A boa notícia para o torcedor é que o monitoramento de carga evitou novas baixas. Poupado na goleada contra o Atlético-MG devido ao gramado sintético, o uruguaio De La Cruz foi preservado justamente visando o desgaste e o nível de exigência deste compromisso continental. O Flamengo procura minimizar riscos de lesão durante a temporada.
O plano tático de Jardim para sobreviver em La Plata
Sem suas engrenagens centrais, Leonardo Jardim adotará uma postura pragmática. O treinador português não fará improvisos desesperados, apostando na manutenção da estrutura tática vertical que aplicou um sonoro 4 a 0 no Atlético-MG no último fim de semana. O Flamengo busca repetir o desempenho tático desta vitória marcante.

A resposta à crise física envolve uma trinca dinâmica no meio-campo. O treinador manterá Evertton Araújo e Jorginho na base do setor, garantindo a sustentação necessária para liberar Arrascaeta. O uruguaio jogará solto por dentro para municiar o trio ofensivo de mobilidade formado por Plata, Samuel Lino e Pedro. Nesse contexto, o Flamengo terá que adaptar sua criação para o duelo na Argentina.
O saldo da troca: O que a equipe perde e o que ganha
O redesenho forçado altera diretamente o comportamento rubro-negro nos momentos de transição. Para vencer fora de casa, a comissão técnica já mapeou os prós e contras da nova escalação e o Flamengo deverá explorar ao máximo as características do elenco:
- O que se perde: Sem Pulgar, o Flamengo fica sem sua principal bússola de proteção e cadência. Sem Paquetá, a equipe perde um jogador de ruptura e infiltração pelo meio.
- O que se ganha: A dupla Evertton e Jorginho injeta uma vitalidade física assustadora no setor, oferecendo a intensidade de marcação necessária para suportar o ambiente hostil argentino. O Flamengo aposta na força física dos jogadores para superar essas adversidades.
- O fator tático: Para o esquema funcionar, atacantes como Plata precisarão repetir o bom “trabalho sujo” de recomposição pelos corredores, garantindo o equilíbrio sem a bola. Mais uma vez, o Flamengo depende da dedicação coletiva para imprimir seu estilo de jogo.
Embalado por impressionantes sete vitórias consecutivas na temporada, o Flamengo lidera a chave de forma invicta. O histórico do grupo, no site da Conmebol Libertadores, mostra o rubro-negro líder, seguido exatamente pelo Estudiantes. Sem dúvida, este é um momento de destaque para o Flamengo nas disputas continentais.
A prova de fogo para o elenco bilionário terá transmissão ao vivo e simultânea da Globo, GE TV e da plataforma Paramount+. A missão em La Plata não é apenas vencer, mas provar que o time possui peças de reposição à altura para sobreviver às severas baixas da temporada. Se o Flamengo confirmar sua força em campo, reforçará ainda mais seu papel de favorito no torneio.
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