O Flamengo fechou as portas para a saída de Pedro no atual mercado de transferências. Sob o comando de Leonardo Jardim, o camisa 9 superou atritos internos do passado, ganhou novas atribuições táticas e se tornou a peça intocável do ataque. Com o protagonismo técnico e mental retomado, a diretoria blindou o jogador, descartando qualquer negociação que desmonte o setor ofensivo em 2026.
A evolução tática com Leonardo Jardim
Pedro sempre foi letal na grande área e especialista no jogo de costas, mas a nova comissão técnica ampliou a utilidade do centroavante. O treinador português exigiu maior participação fora da zona de finalização, entregando novas demandas defensivas e ofensivas ao atleta.
Hoje, o atacante pressiona a saída de bola adversária, atua intensamente como pivô e cria espaços para as infiltrações dos pontas. A atuação magistral na recente vitória sobre o Fluminense ilustra bem essa mudança: além de balançar as redes duas vezes, Pedro roubou bolas, distribuiu o jogo e coordenou o último terço do campo de forma irretocável.
O reflexo dessa evolução tática está traduzido em números consolidados:
- Artilheiro do Século: Com 161 gols pelo clube, Pedro deixou Gabigol para trás e assumiu a liderança do ranking histórico.
- Fase letal: Já soma 11 gols em 2026, sendo o jogador mais utilizado e com maior participação ofensiva na era Jardim.
Da lesão grave à crise com Filipe Luís
Para entender o peso da atual titularidade de Pedro, é preciso olhar para o retrovisor recente. Em setembro de 2024, ele rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho em um treino da Seleção Brasileira. A recuperação foi acelerada, permitindo o retorno aos gramados em abril de 2025, quase um mês antes da previsão médica inicial.

No entanto, o período pós-lesão foi turbulento. O atacante enfrentou uma grave crise pública sob o comando do então técnico Filipe Luís. O ex-lateral chegou a classificar a postura do jogador nos treinos como “lamentável” e afirmando que “beirou o ridículo”. O atrito colocou o futuro do atleta na Gávea em dúvida severa.
A virada de chave ocorreu com a posse de Leonardo Jardim. Com um perfil “camaleônico”, capaz de adaptar o sistema às peças disponíveis, o português focou na reabilitação mental do jogador. Ele devolveu confiança e hierarquia ao centroavante, transformando o que era um problema de vestiário em solução de campo.
O mercado: Quanto custa o camisa 9 hoje?
Vender Pedro hoje significaria criar um buraco técnico imediato, especialmente pela falta de um centroavante de ofício no banco de reservas com as mesmas características. O cenário financeiro e contratual do atleta demonstra a robustez dessa barreira:
- Valor de Mercado: O passe é avaliado em pesados € 17 milhões, de acordo com o levantamento que fizemos com base nas estatísticas do Transfermarkt.
- Salário e Vínculo: O atacante recebe vencimentos na casa de R$ 1,1 milhão mensais e possui contrato amarrado até dezembro de 2027.
- Currículo: Coleciona taças como Libertadores, Brasileirão, Copa do Brasil e Recopa.
A soma desse pacote financeiro com o encaixe perfeito no sistema atual faz da venda uma opção inviável. Para o Flamengo de 2026, Pedro não é uma moeda de troca, mas o pilar esportivo de um time que quer dominar o continente.
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