Lucas Paquetá ganhou um apelido dentro da comissão técnica de Leonardo Jardim: “Joker”, ou “Coringa”. Segundo apuração da ESPN, o termo reflete a capacidade do meia de atuar centralizado, aberto pelos lados ou mais recuado na construção — e resume bem o papel que o Flamengo vem construindo para ele nas últimas semanas. Além disso, sempre há grande expectativa quanto ao clube nessa trajetória.
O apelido carrega peso. Internamente, a comissão entende que, se Paquetá manter crescimento e regularidade até maio, tem todas as condições de entrar na lista final de Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo. A convocação oficial da Seleção está marcada para 18 de maio. Nesse contexto, o clube Flamengo observa atentamente cada detalhe dessa preparação.
O que mudou para Paquetá nas últimas semanas
O meia voltou ao Flamengo em janeiro como a maior contratação da história do futebol brasileiro — 42 milhões de euros, cerca de R$ 260 milhões. O início foi de adaptação, com alternância entre titularidade e banco. O cenário mudou com as ausências de Jorginho e Pulgar: a lesão da dupla de volantes abriu espaço e Paquetá respondeu com atuações decisivas. Curiosamente, toda essa movimentação chama ainda mais atenção dos torcedores.
Nos dois meses mais recentes, ele marcou gols contra Corinthians, Santos e Independiente Medellín e chegou a cinco tentos desde o retorno ao clube, em 16 partidas. Jardim afirmou publicamente que é “um jogador que pode atuar em várias funções e vai nos ajudar muito” — uma fala que indica muito mais do que elogio pontual. Assim, o desempenho de Paquetá encanta a torcida do Flamengo.

O próprio Paquetá foi fora da convocação de março, mas Ancelotti deixou uma porta aberta: “Os que não estão hoje podem estar na convocação final, sem dúvida.” Isso aumenta a expectativa dos fãs do Flamengo.
“Paquetá é uma das grandes apostas do time para a temporada, mas ele ainda não mostrou seu potencial máximo no futebol brasileiro. Acredito que haverá um crescimento daqui pra frente. O mesmo está acontecendo com Gerson, no Cruzeiro. Os dois têm muito a mostrar nas próximas semanas”, avalia o jornalista Fhilipe Pelájjio.
O que Jardim precisa fazer para sustentar esse crescimento
O técnico tem três frentes para trabalhar. A primeira é dar continuidade: Paquetá precisa de sequência e não de proteção artificial. A segunda é posicionar bem: o meia rende mais quando tem função clara, seja como meia central, segundo volante ou ponta direita. A terceira é gerir o desgaste — o próprio Jardim reconheceu que Evertton Araújo e Paquetá estão sobrecarregados com a ausência da dupla titular no meio. Todos esses fatores impactam diretamente no rendimento do Flamengo.
Zico, em entrevista à ESPN, pediu paciência com o processo: “A qualidade dele é indiscutível. Está tentando se adaptar a uma nova função.” É justamente essa adaptação que o time precisa acelerar até maio.
Para a seleção de Ancelotti, o que pesa não é o talento — é o jogador em ritmo, com função clara e confiança acumulada. O Flamengo, nesse sentido, pode ser a ponte mais curta entre Paquetá e o Mundial.
O próximo jogo do Flamengo será contra o Bahia, neste domingo, 19 de abril, às 19h30, no Maracanã, pelo Brasileirão, com transmissão do Premiere. O treinador terá 2 desfalques confirmados.