O Flamengo tem diante de si um dilema de mercado que vai muito além de “nome por nome” para a janela de julho. A diretoria rubro-negra estuda uma manobra arriscada: vender a sofisticação técnica de Nicolás De La Cruz para financiar a agressividade física de Kevin Viveros.
De La Cruz voltou a ser ligado ao mercado depois de sondagens do Catar e de interesse do River Plate, enquanto Kevin Viveros aparece no radar rubro-negro como atacante monitorado para julho.
O ponto mais interessante: faz sentido transformar um meia caro e fisicamente instável em caixa para buscar um atacante mais vertical? Hoje, a resposta é “talvez” — com uma condição central.
O “problema” De La Cruz: R$ 100 milhões no departamento médico?
O uruguaio continua sendo um ativo de luxo no papel. Aos 28 anos e com contrato até 2028, ele custou um desembolso total que superou a marca de R$ 100 milhões no fim de 2023.
O problema de De La Cruz não é a bola no pé, é a disponibilidade. O meia passou por um procedimento regenerativo no joelho no final de 2025 e tem sido administrado com cautela pela comissão técnica.
Por isso, o rumor de venda não é absurdo. Mas há um preço: para o negócio fazer sentido contábil e esportivo, o Flamengo não fará liquidação. A leitura de mercado indica que uma oferta só seria ouvida se ficasse entre € 12 milhões e € 15 milhões, ou seja, chegando quase aos R$ 90 milhões.
O “Anti-De La Cruz”: Quem é Kevin Viveros?

É aqui que entra o atacante do Furacão. Kevin Viveros tem 25 anos e é o oposto do perfil de armação. Ele é físico, vertical, direto e ideal para ser o “reserva competitivo” de Pedro.
Confira os números do centroavante no início de 2026:
- 9 jogos disputados.
- 4 gols marcados.
- 1 assistência.
A negociação, no entanto, é tratada com extrema cautela. O Athletico-PR joga duro, e reportagens indicam que o clube paranaense quer até R$ 90 milhões pelo atacante em uma eventual venda ao exterior. Até o momento, o nome está apenas na mesa de observação rubro-negra, sem oferta formal.
Faz sentido para a janela do Flamengo?
Como desenho de elenco, sim. O Flamengo de Leonardo Jardim parece mais perto de precisar de um atacante vertical para alternar com Pedro do que de mais um meia de retenção — especialmente com Arrascaeta, Paquetá, Carrascal e outros nomes para zonas interiores.
Como operação de mercado, só faz sentido se duas coisas acontecerem juntas:
- Proposta realmente boa por De La Cruz — acima do valor de mercado e longe de liquidação
- Decisão interna de que Viveros saiu do estágio de observação e virou prioridade
Sem isso, vender um meia caro e tecnicamente raro por um atacante ainda em avaliação seria trocar sofisticação por pressa.