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Flamengo volta com joia desvalorizada e Jardim vai avaliá-lo valendo € 6 milhões menos

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A volta de Lorran ao Flamengo já é um cenário definido, mas o verdadeiro debate nos bastidores da Gávea começa agora: o que fazer com a joia que perdeu vitrine? O Pisa pagou 500 mil euros pelo empréstimo do meia de 19 anos, com um acordo que previa a obrigação de compra fixada em 4 milhões de euros por 50% dos direitos. A condição era atuar em mais da metade dos jogos e a equipe permanecer na Serie A italiana.

Como Lorran entrou em campo apenas nove vezes, a meta ficou fora de alcance. O clube italiano já sinalizou a devolução, e o jogador retorna ao Rubro-Negro em junho.

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O Flamengo não está recebendo um reforço pronto

O ponto central é que o clube não está recebendo de volta uma joia validada pela Europa. Está recebendo um ativo que perdeu vitrine na Itália. Os números contam a história:

Vender agora significaria negociar em baixa — o pior momento possível para liquidar um ativo que ainda tem 19 anos e contrato longo.

A “fresta” tática com Leonardo Jardim

Com Filipe Luís, o cenário no início do ano era de portas fechadas, principalmente pela ausência do atleta na pré-temporada e na imersão tática. A chegada de Leonardo Jardim zera essa equação.

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Foto: (Divulgação / Flamengo)

O técnico português é adepto ferrenho do esquema 4-2-3-1, um modelo que valoriza o camisa 10 criativo atuando centralizado ou partindo da ponta direita para dentro.

Foi exatamente nessa função de articulador, atrás do centroavante Pedro, que Lorran entregou sua melhor atuação pelo profissional em 2024. A fresta teórica existe, mas cobra um preço alto: Jardim exige intensidade, ocupação rigorosa de espaço e recomposição coletiva rápida.

Por que não vale vender agora

A alternativa mais inteligente é trazê-lo de volta para avaliação de Leonardo Jardim e só então decidir entre permanência no elenco ou novo empréstimo. Essa leitura combina com o que já circula no entorno do clube: a tendência inicial aponta para novo empréstimo, não venda definitiva imediata.

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O raciocínio é simples: o Flamengo ainda controla um contrato longo e não precisa liquidar um ativo que continua jovem e tecnicamente promissor em seu pior momento de mercado.

Tem espaço no elenco?

Espaço existe — mas é curto. O meio-campo rubro-negro já conta com Arrascaeta, De La Cruz, Saúl, Carrascal e Paquetá, além de várias opções ofensivas. A concorrência nas zonas em que Lorran mais rende é pesada e imediata.

Isso não significa bloqueio total. Lorran é, por perfil, um meia-atacante canhoto, capaz de jogar centralizado e partir da direita. Em 2024, fez uma de suas melhores partidas como profissional atuando atrás do centroavante — dando assistência para Pedro e marcando contra o Corinthians. Espaço técnico existe — mas como peça de rotação e disputa, não como dono da posição.

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Marcos Amaral
Marcos Amaral
Jornalista formado pela Estácio de Sá, cobre futebol por paixão e profissão. Jogador amador, é especialista na cobertura do Flamengo, Palmeiras, Cruzeiro, Atlético, Grêmio e Corinthians. Há mais de 10 anos acompanha de perto o futebol nacional.

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