A vitória do Flamengo sobre o Santos por 3 a 1, no Maracanã, também deixou um recado importante de bastidor. Depois de semanas de cobrança e ruído interno, Gonzalo Plata voltou a jogar, participou bem do fim da partida e deu a assistência para o gol de Lucas Paquetá. Mais do que isso: saiu publicamente respaldado por dois dos nomes mais pesados do elenco — mas sem que o problema fosse varrido para debaixo do tapete.
O caso que gerou desconforto no clube
Nos bastidores, Plata havia sido barrado antes da Data Fifa depois de um período em que não vinha treinando bem e em que o comportamento no dia a dia gerou desconforto internamente. O atacante ainda reclamou de dores nas últimas semanas, sem que nenhum problema físico fosse constatado. A situação escalou a ponto de ele apagar fotos pelo clube nas redes sociais e deixar de seguir a conta oficial do Flamengo.
Arrascaeta protege, mas não esconde que Plata errou
A fala de Arrascaeta foi a mais reveladora porque juntou cobrança e proteção no mesmo discurso. O meia admitiu que o elenco ficou chateado e disse claramente que Plata “errou em algumas coisas”, mas reforçou que o atacante é querido no grupo e pode agregar muito ao time.
“Plata é um grande jogador do nosso elenco e acredito que ele ainda pode agregar muito para a gente. Ele é muito querido por todos nós. Ele errou em algumas coisas, a gente sempre fala com ele… Mas as vezes se pega muito no pé de alguns jogadores e de outros não. Respeitamos muito o Plata”, disse Arrascaeta.
Paquetá reforça a blindagem ao companheiro

Lucas Paquetá seguiu a mesma linha, com tom ainda mais acolhedor. Depois de marcar o terceiro gol do Flamengo em lance iniciado por assistência de Plata, o meia afirmou que o equatoriano é um “grande jogador”, “vencedor” e “ídolo no Flamengo”. Também disse que, se houve erro, a cobrança faz parte do ambiente de alto nível.
“É um excelente jogador, ídolo do Flamengo. Claro que não é passar a mão na cabeça se existir um erro, mas a gente conta muito com ele”, disse o colega.
Leonardo Jardim também saiu em defesa do atacante e afirmou contar com ele pela qualidade e intensidade — mas fez uma observação relevante: para ser importante, o jogador precisa partir de um “pressuposto de orientação”. Talento nunca esteve em debate; o foco sempre foi alinhamento de comportamento.
O que muda para Plata daqui para frente no Flamengo
A boa atuação não encerra a história, mas muda o clima. Nos bastidores, o Flamengo avalia negociar Plata depois da Copa do Mundo, o que mostra que a situação ainda está longe de ser totalmente pacificada. Mesmo assim, o domingo abriu uma janela: se o atacante responder em campo e retomar a confiança da comissão, o caso pode deixar de ser pauta de conflito e voltar a ser pauta de rendimento.