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Flamengo perde o timing e não sabe qual decisão tomar com Cebolinha

A fratura na costela de Everton Cebolinha bagunçou um plano que o Flamengo já vinha desenhando com calma para o meio do ano. Antes da lesão, o cenário era relativamente claro: o atacante está em último ano de contrato, com vínculo até 31 de dezembro de 2026, e o clube não pretende abrir negociação para renovar. A ideia mais racional era tentar uma saída na janela para não correr o risco de perder o jogador de graça em dezembro.

Agora, vender um ponta de 30 anos lesionado reduz o poder de barganha e empurra a diretoria para uma decisão mais desconfortável.

A lesão trava a janela e piora o timing

O boletim médico confirmou que Cebolinha sofreu fratura em uma costela após reclamar de dores no jogo contra o Bragantino. Não é uma lesão de longa ausência projetada, mas é suficiente para atrapalhar exposição, minutagem e ritmo justamente no período em que o mercado começa a se mexer.

Para um atacante com futuro já indefinido, o problema é direto: o Flamengo perde vitrine e o jogador perde força de negociação no momento em que deveria estar valorizando sua saída.

Quanto dinheiro está em jogo

Os números ajudam a entender por que o Flamengo precisa repensar a estratégia. Em 2022, o clube comprou Cebolinha em uma operação que poderia chegar a 16 milhões de euros (cerca de R$ 87 milhões à época).

Foto: Adriano Fontes / CRF

Em fevereiro deste ano, o atacante era avaliado internamente em torno de 8 milhões de euros (cerca de R$ 52 milhões). Hoje, no Transfermarkt, o valor de mercado está em 7 milhões de euros (cerca de R$ 41,7 milhões).

O ativo já vinha desvalorizando em relação ao investimento original — e a lesão torna ainda mais difícil recuperar uma fatia robusta dessa conta.

Renovar agora faria sentido?

No retrato atual, não. Renovar um jogador lesionado, com contrato no fim e valor de mercado em queda iria contra tudo o que o Flamengo já sinalizou nos bastidores. A direção não pretende renovar, e o próprio Cebolinha disse, em fevereiro, que acredita estar vivendo sua última temporada no clube porque não foi procurado para conversar sobre permanência. A lesão complica a venda, mas não muda sozinha a lógica de negócio.

O que o Flamengo deve fazer agora

A estratégia mais coerente parece ser: recuperar o jogador, devolvê-lo ao campo e reavaliar o mercado quando ele voltar a ser ativo esportivo de verdade. Se aparecer proposta aceitável em julho ou agosto, o clube reduz o prejuízo e limpa a folha para 2027. Se não aparecer, o Flamengo convive até dezembro com um atleta útil de rotação — mas sem alongar compromisso só para proteger um patrimônio que já perdeu parte do valor.

Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de política, economia de Minas Gerais e de futebol e sua influência econômica e política.