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Flamengo já tem 3 nomes para substituir Cebolinha se vender em julho

O Flamengo já trabalha com um cenário claro para Everton Cebolinha: o clube não pretende renovar o contrato do atacante e, se aparecer proposta considerada interessante, pode liberá-lo já na próxima janela para não correr o risco de perder todo o investimento feito em 2022. Com isso, a reposição no ataque virou tema real nos bastidores — principalmente para um elenco que pode ter saídas nas pontas.

O que o Flamengo procura para a vaga

A busca não parece ser por um nome idêntico ao Cebolinha, mas por um atacante de lado capaz de entregar drible, ruptura e peso no um contra um. Esse perfil já vinha sendo observado pelo clube desde 2025 e agora volta com mais força. Se o camisa 11 realmente sair, o Flamengo precisará decidir entre ir ao mercado por uma ponta de elite ou por uma solução mais acessível.

Luiz Henrique é o nome de maior impacto

Hoje, o nome mais forte publicamente é Luiz Henrique. Ele está na lista de desejos do clube, atua principalmente pelo lado direito, mas também pode jogar pela esquerda e por dentro em alguns contextos. Aos 25 anos, tem valor de mercado de 24 milhões de euros e contrato com o Zenit até o fim de 2028. O clube russo sonha com 50 milhões de euros e aceita discutir algo na faixa de 40 milhões — ainda assim um valor pesado demais para o padrão local.

Jogador Luiz Henrique na Seleção
Rafael Ribeiro/CBF

Tecnicamente, Luiz Henrique não é uma cópia do Cebolinha. É mais forte fisicamente, mais agressivo atacando espaço e mais confortável começando pela direita para entrar no corredor interno. Em compensação, entrega o mesmo tipo de ameaça que o Flamengo hoje sente falta quando precisa quebrar marcações individuais. Se o clube quiser subir o teto do setor, é o nome mais sedutor. Se quiser reposição direta e barata, não é.

Helinho aparece como alternativa mais viável

Outro nome que surgiu nos bastidores é Helinho, do Toluca. O Flamengo monitora o atacante, mas sem grande empolgação interna por ora. O jogador tem 25 anos, valor de mercado de 6,5 milhões de euros e encaixa melhor como ponta de aceleração, drible e mudança de ritmo do que como estrela para reorganizar todo o setor.

É um nome de perfil mais acessível e de risco financeiro menor — mas também de convicção bem mais baixa neste momento.

O que o cenário diz sobre o mercado do clube

No radar público, são esses dois nomes que mais se conectam à vaga de ponta. Kevin Viveros segue monitorado pelo Flamengo, mas para outra lógica: ele é centroavante, não o substituto natural do camisa 11. Ou seja, se o clube vender o Cebolinha e buscar alguém para o mesmo setor, a discussão hoje passa muito mais por Luiz Henrique e, em segundo plano, por Helinho.

A ponta pode ser um dos setores mais mexidos do elenco na próxima janela — e o clube já começa a mapear as opções antes que a decisão precise ser tomada às pressas.

Marcos Amaral
Marcos Amaral
Jornalista formado pela Estácio de Sá, cobre futebol por paixão e profissão. Jogador amador, é especialista na cobertura do Flamengo, Palmeiras, Cruzeiro, Atlético, Grêmio e Corinthians. Há mais de 10 anos acompanha de perto o futebol nacional.