Pedro e Flamengo voltaram a conversar sobre renovação, mas o tema entrou justamente na parte mais delicada: dinheiro, hierarquia salarial e prazo de contrato. O centroavante tem vínculo até 31 de dezembro de 2027, valor de mercado de 17 milhões de euros e segue tratado como peça central do elenco. O clube quer avançar. O problema é que a valorização pedida pelo camisa 9 bate de frente com o modelo financeiro que a diretoria tenta preservar.
O que Pedro pede ao Flamengo
Do lado do jogador, a leitura é direta: o salário ficou defasado em relação a outros protagonistas do elenco. As informações mais recentes apuradas pelo Moon BH apontam que Pedro recebe hoje cerca de R$ 1,1 milhão por mês, somando salário e direitos de imagem. A pedida para renovar é de 50% de aumento, o que levaria os vencimentos para algo próximo de R$ 1,65 milhão mensais. É esse número que colocou a negociação em zona de atrito.
O pedido não nasce do nada. Pedro voltou a ser titular absoluto, recuperou peso no time e segue como um dos ativos técnicos mais importantes do elenco. Para o estafe, renovar sem correção expressiva agora significaria manter um dos principais jogadores do grupo abaixo de outras faixas de remuneração que o clube já aceita pagar.
Onde o Flamengo trava a conta

O Flamengo quer renovar, mas não a qualquer custo. A diretoria admite a necessidade de valorização e já trabalha em contraproposta — só que evita aceitar de imediato os números pedidos. O receio é claro: um reajuste nesse tamanho pode pressionar futuras renovações e criar efeito em cadeia na folha. Esse cuidado já apareceu em outras tratativas recentes do clube com jogadores importantes.
A ideia rubro-negra é dupla: estender o vínculo além de 2027 e corrigir a defasagem sem explodir a hierarquia salarial. Em resumo, o clube quer blindar um ativo importante e afastar assédio externo, mas com reajuste mais controlado do que o pedido inicial do atacante.
O que pode destravar o acordo
A negociação parece depender menos do prazo e mais do meio-termo financeiro. Pedro quer reconhecimento imediato no contracheque. O Flamengo quer preservar margem de gestão e evitar precedente pesado na folha.
Como o contrato ainda vai até o fim de 2027, não existe urgência jurídica de pré-contrato no curto prazo. Mas há urgência política e esportiva: deixar a negociação se arrastar mantém um tema sensível aberto em torno de um dos nomes mais importantes do time. Para o clube, resolver logo é menos sobre risco imediato e mais sobre evitar que o ruído cresça dentro do elenco.