O retorno de Lucas Paquetá ao Flamengo acaba de ganhar um capítulo que mistura amizade, mercado da bola e um delírio coletivo na Nação Rubro-Negra. Em semana de extrema tensão antes da final da Recopa Sul-Americana, o camisa 8 decidiu mandar um recado direto e público para o seu maior “parça” no futebol: Vinícius Júnior.
O meia revelou que as conversas com o craque do Real Madrid são frequentes e jogou no ar uma promessa antiga feita na época em que os dois dividiam o vestiário do Ninho do Urubu. A frase dita por Paquetá viralizou instantaneamente: “Eu estou aqui, agora só falta você”.
O recado de Paquetá não veio do nada. A revelação da promessa aconteceu durante uma entrevista em que o meia do Flamengo se posicionava publicamente em apoio a Vini Jr, após um novo e lamentável episódio de racismo sofrido pelo atacante em um jogo da Champions League contra o Benfica.
Ao defender o amigo e cobrar punições severas da UEFA, Paquetá emendou que acredita fortemente que o retorno do atacante ao clube “vai acontecer no momento certo”, para cumprirem o que prometeram um ao outro no início de suas carreiras.
O Choque de Realidade ao Flamengo: Contrato até 2027
Apesar do frenesi da torcida, os números da operação exigem pés no chão. Vini Jr foi vendido em 2017 por 45 milhões de euros e hoje é um dos jogadores mais caros do planeta. O principal obstáculo é contratual:
- O vínculo oficial de Vini com o Real Madrid vai até 30 de junho de 2027.
- Para voltar sem o Flamengo precisar pagar uma fortuna incalculável pela transferência, o caminho mais lógico seria aguardar o fim deste contrato.
A Brincadeira de José Boto e a Freiada de Bap
O assunto tomou uma proporção tão gigantesca que invadiu o departamento de futebol. O diretor José Boto entrou na onda e chegou a brincar publicamente, dizendo em tom de provocação que não precisaria pagar o Real Madrid se esperasse o contrato acabar e que iria conversar com o estafe sobre o assunto.
Imediatamente, a ala mais conservadora da diretoria tratou de frear o hype. O presidente Luiz Eduardo Baptista (Bap) e o próprio Boto reforçaram em outras ocasiões que a “porta está sempre aberta”, mas que esse tipo de estrela mundial só volta ao Brasil quando decide abrir mão do auge europeu por vontade própria.