O Flamengo entra no gramado do Maracanã nesta quinta-feira (26), às 21h30, com uma única missão: amassar o Lanús e garantir a taça da Recopa Sul-Americana. Após perder o jogo de ida na Argentina por 1 a 0 com um sistema ofensivo inoperante, o técnico Filipe Luís puxou o freio de arrumação e decidiu abandonar os testes táticos.
Para buscar a virada (e o prêmio de R$ 9,3 milhões pago pela Conmebol ao campeão), o comandante rubro-negro vai ao mercado do “feijão com arroz” bem feito: o time sem referência sai de cena e o camisa 9 de ofício volta a ser o dono da grande área.
O grande erro da ida foi tentar furar o bloqueio argentino sem uma presença física na área. O Flamengo teve posse, mas não machucou. Para a volta, a leitura no Ninho do Urubu é clara: cruzamento e segunda bola precisam de um finalizador nato.
Com Pedro (ou Bruno Henrique em último caso) fixo no ataque, a provável escalação do Mengão para a final é: Rossi; Varela (ou Emerson Royal), Léo Ortiz (ou Vitão), Léo Pereira e Alex Sandro; Pulgar, Paquetá e Arrascaeta; Carrascal (Luiz Araújo ou Plata), Everton Cebolinha e Pedro.
Retornos de Peso e Desfalques no DM no Flamengo
A montagem do quebra-cabeça tem boas e más notícias. O Flamengo não terá o volante Jorginho, que sofreu uma lesão muscular na coxa, além de Saúl, que segue entregue ao Departamento Médico. Sem Jorginho, a estrutura de sustentação passa totalmente pelos pés de Erick Pulgar e pelo recuo estratégico de Lucas Paquetá.
Por outro lado, o ponta Plata cumpriu suspensão da Conmebol no jogo de ida e volta a ser uma arma letal para o segundo tempo, ampliando o leque de velocidade que Filipe Luís tanto precisa para empurrar o Lanús para dentro de sua própria área.
A Matemática do Título (e do PIX)
A missão no Maracanã não permite erros de ansiedade. Se o Flamengo vencer por apenas um gol de diferença, a decisão vai para a prorrogação (e, persistindo o empate, pênaltis). Para ser campeão no tempo normal e embolsar os US$ 1,8 milhão (cerca de R$ 9,3 milhões), o Rubro-Negro precisa vencer por dois ou mais gols de diferença.
Se o Lanús achar um gol em um contra-ataque, o sarrafo sobe drasticamente. Por isso, a ordem de Filipe Luís é intensidade máxima na “perda e pressiona”, recuperando a bola antes mesmo de o adversário respirar.
A provável escalação do Flamengo mostra que Filipe Luís entendeu o peso de uma final continental: não é hora de ser o “professor pardal”. Colocar Pedro como referência e deixar Arrascaeta solto entrelinhas é a fórmula que o torcedor conhece e que funciona. O Lanús virá ao Rio de Janeiro para amarrar o jogo, picotar as jogadas e jogar com o relógio.