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Jogador diz “não” ao Flamengo para jogar no Boca Juniors mesmo com salário baixo

O sonho da Nação Rubro-Negra de ver Paulo Dybala desfilando talento no Maracanã acaba de sofrer um golpe duríssimo. O atacante argentino, que ficará livre no mercado no meio do ano, avançou nas conversas com o Boca Juniors. Pior: nos bastidores da Europa, o Flamengo já é tratado apenas como “Plano B” ou ruído de mercado.

Segundo apuração do jornalista Matteo Moretto (AS), o Boca está em contato diário com o estafe do jogador para costurar um pré-contrato agora e levá-lo de graça em junho. A verdadeira briga de Dybala hoje não é entre Brasil e Argentina, mas sim entre voltar para casa ou aceitar uma redução salarial drástica imposta pela Roma.

O Boca Juniors está dando uma aula de recrutamento sul-americano. Como o contrato de Dybala na Itália acaba em junho de 2026, os argentinos querem assinar o pré-contrato agora para não pagar um centavo de taxa de transferência.

Para seduzir o craque, o clube usa uma arma secreta: Leandro Paredes. O volante, amigo pessoal e ex-companheiro de Dybala, atua como uma “ponte” diária de convencimento. O Boca não oferece apenas um contrato, oferece um projeto de idolatria imediata.

O Ultimato da Roma: Ficar Custa Caro

A Roma não quer perder seu camisa 21 de graça, mas também não quer continuar pagando o salário atual. O clube italiano colocou na mesa uma proposta de renovação com corte salarial, colocando o histórico de lesões do jogador na balança. A argumentação do Boca Juniors ganha força justamente aí: ‘Se você já vai ter que reduzir seu salário na Europa, venha ser o dono do time e realizar o sonho de jogar na Bombonera‘. Por isso aceita ir com um salário mais baixo do que poderia ganha no Flamengo (os times argentinos estão em crise).

Onde o Flamengo Entra Nessa História?

Hoje, o Mengão é apenas um barulho colateral. O Flamengo só volta a ser protagonista nessa novela se acionar um destes três gatilhos:

  • Apresentar uma proposta salarial completamente fora da curva.
  • Mostrar um projeto esportivo irrecusável (focado no Super Mundial de Clubes).
  • Se o próprio estafe de Dybala usar o nome do Flamengo para colocar pressão na Roma por um contrato melhor.

Sem isso, a “disputa com o Flamengo” é mais manchete de jornal do que negociação real na mesa.

A novela Dybala escancara o momento de decisão de um craque que caminha para o fim do seu ciclo no auge físico. Quando a Roma joga um corte salarial na mesa, a mensagem é clara: você já não vale o que ganhava antes.

Marcos Amaral
Marcos Amaral
Jornalista formado pela Estácio de Sá, cobre futebol por paixão e profissão. Jogador amador, é especialista na cobertura do Flamengo, Palmeiras, Cruzeiro, Atlético, Grêmio e Corinthians. Há mais de anos acompanha de perto o futebol nacional.