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Fim da Linha para Pedro? Flamengo vai ao mercado atrás de novo camisa 9

A Nação Rubro-Negra foi pega de surpresa com a movimentação intensa do Flamengo no mercado em busca de um novo centroavante. A pergunta que ecoou imediatamente nas arquibancadas e redes sociais foi uma só: isso significa o fim da era Pedro na Gávea?

Avaliado em assombrosos € 18 milhões (quase R$ 100 milhões), o atual camisa 9 chega a 2026 como um dos ativos mais valiosos do continente. Mas, nos bastidores do Ninho do Urubu, o técnico Filipe Luís fez uma exigência tática à diretoria que mudou o planejamento da janela, e a caçada por um “novo matador” começou.

A Exigência de Filipe Luís no Flamengo: O “Anti-Pedro”

Calma, torcedor: o Flamengo não quer vender o Pedro. A leitura interna é de “complemento”, não de “substituição”. Filipe Luís quer um atacante que faça exatamente o que Pedro, por suas características físicas, não consegue fazer os 90 minutos: pressionar a saída de bola como um cão de caça, atacar os espaços em velocidade e ter mobilidade extrema.

Perfis como o de Kaio Jorge e Taty Castellanos foram debatidos justamente por oferecerem essa intensidade. O objetivo é ter um “Plano B” letal para jogos onde a área adversária está congestionada ou até mesmo usar os dois juntos em um desespero final.

A Corrida Contra o Relógio e o Cofre

Foto:Adriann Fontes/Flamengo

A diretoria rubro-negra esbarra em dois problemas pesados:

  1. O Tempo: A janela brasileira fecha no dia 3 de março. É uma corrida contra o tempo para achar essa peça.
  2. O Dinheiro: Após investimentos altíssimos recentes, o Mengão fechou a torneira das “compras à vista”. O foco agora é buscar um empréstimo com opção ou obrigação de compra para não sufocar o fluxo de caixa.

O Futuro do Camisa 9

No papel, Pedro está blindado. Seu contrato vai até dezembro de 2027. Em 2025, ele superou ruídos de bastidor e cobranças para retomar seu espaço. Agora, o clube entende que trazer concorrência fará bem a ele. Com um calendário insano de mais de 60 jogos por ano, ter uma sombra de peso significa menos sobrecarga física e mais “fome” nos treinos.

Para Pedro, a chegada de um “9 móvel” não é uma ameaça, é um empurrão. Se ele usar essa concorrência como combustível, fará de 2026 o seu melhor ano. No Flamengo de hoje, contrato longo não garante titularidade (pergunte a Gabigol no passado). O que garante a camisa 9 é bola na rede e suor na camisa. A diretoria está certíssima em não deixar o elenco se acomodar.

Marcos Amaral
Marcos Amaral
Jornalista formado pela Estácio de Sá, cobre futebol por paixão e profissão. Jogador amador, é especialista na cobertura do Flamengo, Palmeiras, Cruzeiro, Atlético, Grêmio e Corinthians. Há mais de anos acompanha de perto o futebol nacional.