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Flamengo vende Cebolinha ao Grêmio? Filipe Luís tomou decisão final

O técnico do Flamengo Filipe Luís teve que driblar um adversário fora de campo: o mercado da bola. Questionado sobre a possível saída de Everton Cebolinha — com rumores ligando o jogador a clubes como o Grêmio —, o treinador foi direto e reto. Filipe “abriu o jogo” nos bastidores: garantiu que não há proposta oficial na mesa e reafirmou a importância do camisa 11 para a temporada. Mas, nos bastidores, a diretoria sabe que a situação exige ação rápida, pois o contrato do atacante virou uma bomba-relógio.

A Blindagem do “Mister” no Flamengo

Filipe Luís não deu margem para especulação. “Não chegou nada oficial” foi a frase que esfriou os rumores. O treinador tratou de valorizar o ativo: Cebolinha marcou na goleada, vem ganhando moral em 2026 e é visto como peça-chave na rotação do elenco, que terá calendário insano com Super Mundial, Libertadores e Brasileirão. Para Filipe, perder um jogador desse nível agora, sem reposição garantida, está fora de cogitação.

O Perigo de Julho: A “Tragédia” Contratual

A torcida precisa ficar atenta a um detalhe crucial: o contrato de Cebolinha acaba em 31 de dezembro de 2026.

  • O Risco: Se não renovar até o meio do ano, a partir de 1º de julho o jogador pode assinar um pré-contrato com qualquer clube e sair de graça em 2027.
  • O Dilema: O Flamengo pagou cerca de € 13,5 milhões (R$ 70+ milhões) ao Benfica. Perder esse investimento a custo zero seria um erro de gestão imperdoável.

Renova ou Vende ao Grêmio?

Imagem: Lucas Uebel/Grêmio

A diretoria trabalha em duas frentes:

  1. Foco na Renovação: É o caminho preferido hoje. Com o jogador em alta e útil, estender o vínculo protege o valor de mercado e mantém o time forte.
  2. Venda Só Se For Irrecusável: Como Filipe Luís disse, não há ofertas oficiais no patamar que o Flamengo exige. O clube não vai “rifar” o atleta. O Grêmio não está, neste momento, em posição de avançar com uma proposta financeira gigante ao nível que seria preciso para tirar o astro do clube.

Filipe Luís fez o papel dele: blindou o jogador e garantiu foco no campo. Agora, a bola está com a diretoria.

Deixar um ativo do tamanho do Cebolinha entrar no último ano de contrato sem definição é brincar com fogo. O Flamengo tem até julho para resolver essa novela. Se o jogador continuar jogando bem (como fez no 7 a 1), o preço da renovação sobe. Se demorar demais, o risco de um “novo caso Rodinei” ou saída de graça assombra a Gávea. O Flamengo tem a faca e o queijo na mão, mas o relógio está correndo contra.

Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de futebol, com foco em Atlético, Cruzeiro, Palmeiras e Flamengo há mais de 10 anos.