A novela Marcos Antônio ganhou um capítulo decisivo e frustrante para o Flamengo. O Rubro-Negro tentou de tudo para tirar o meio-campista do São Paulo nesta janela — inclusive oferecendo o volante Allan em uma troca —, mas encontrou as portas do Morumbi trancadas.
A diretoria tricolor bateu o martelo: o jogador não sai agora. Para esfriar o assédio carioca, os clubes costuram um “acordo de cavalheiros” que pode jogar o desfecho para o meio do ano, mas com cifras que assustam.
O “Não” à Troca por Allan
O Flamengo tentou ser astuto. Sabendo do interesse antigo do São Paulo em Allan, ofereceu o volante mais uma compensação financeira. O Tricolor recusou na hora. O recado foi claro: o São Paulo não quer troca, quer proteger o ativo. Marcos Antônio, que tem vínculo de compra junto à Lazio por cerca de € 4,2 milhões (R$ 26 milhões), é visto como peça fundamental e titular absoluto para 2026.
O Preço de Ouro: € 25 Milhões
Para tirar o “motorzinho” do Morumbi, o Flamengo teria que fazer uma loucura.

- A Oferta do Fla: Especula-se que chegou a € 10 milhões (R$ 61 milhões).
- A Pedida do SPFC: Nos bastidores, o Tricolor sinalizou que só começaria a conversar por valores próximos a € 25 milhões (R$ 154 milhões). Essa diferença abissal entre o que o Flamengo quer pagar e o que o São Paulo “pede” (para não vender) travou o negócio nesta janela, que fecha em 3 de março.
O Acordo de Prioridade: A Saída Diplomática
Sem negócio agora, surgiu uma solução de mercado para evitar aliciamento: a prioridade. O São Paulo deve renovar e valorizar Marcos Antônio agora. Em troca, firmaria um acordo verbal de avisar o Flamengo caso decida negociá-lo na janela de julho. O Rubro-Negro teria, então, o direito de cobrir qualquer oferta rival. É um jeito de dizer: “Espere sua vez e prepare o bolso”.
O São Paulo sai dessa rodada de negociações fortalecido. Ceder um titular para um rival direto (Flamengo) no meio do campeonato, aceitando “moeda de troca” (Allan), seria um sinal de fraqueza institucional.
Ao fixar um preço impagável (€ 25 milhões) e empurrar a conversa para a prioridade futura, o São Paulo ganha tempo e valoriza o atleta. Para o Flamengo, fica o risco: aceitar esperar até julho significa entrar em um leilão onde o preço pode subir ainda mais. O Tricolor segurou a pressão, e Marcos Antônio continua sendo o dono do meio-campo no Morumbi — pelo menos até a próxima janela.