O Flamengo quer transformar a Supercopa Rei deste domingo (1º), contra o Corinthians, no palco perfeito para a estreia de Lucas Paquetá. O clube corre nos bastidores para que a contratação mais cara da história do futebol brasileiro (R$ 260 milhões) esteja à disposição de Filipe Luís no Mané Garrincha.
A vontade existe, mas a realidade impõe duas barreiras claras: a burocracia do BID e a condição física do meia, que não joga há quase um mês.
Paquetá jogará a Supercopa no Flamengo?
Para Paquetá entrar em campo (ou sentar no banco), o Flamengo precisa vencer a primeira batalha fora das quatro linhas. O nome do jogador precisa ser publicado no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF até às 18h desta sexta-feira (30/01).
O clube montou uma operação de guerra com exames médicos e troca de documentos com o West Ham para acelerar o processo.
- Cenário 1 (BID no prazo): Paquetá viaja para Brasília e vira opção para o jogo.
- Cenário 2 (Sem BID): A estreia fica adiada para quarta-feira, contra o Internacional, no Maracanã.
O Fator Físico: Dores nas Costas e Ritmo
Mesmo que a papelada seja aprovada, é improvável que Paquetá comece como titular. O motivo é clínico e técnico:

- Inatividade: O último jogo oficial do meia foi em 6 de janeiro.
- Dores: Segundo a imprensa inglesa e o ge, Paquetá conviveu com dores nas costas nas últimas semanas, motivo pelo qual foi preservado no West Ham enquanto a negociação rolava.
Filipe Luís terá apenas dois treinos para avaliar o reforço. A tendência, se tudo der certo na parte legal, é que ele comece no banco e entre para jogar cerca de 20 ou 30 minutos, dependendo do andamento da final.
O Plano B: se não for contra o Corinthians
Se a burocracia travar ou a avaliação física vetar, o Flamengo não vai forçar a barra. O clube entende que o investimento de € 42 milhões é para cinco anos, não para um único domingo. Porém, ter o camisa 8 no banco em uma final contra o Corinthians traria um impacto moral e psicológico gigantesco para o confronto.
Análise Moon BH: O Risco e a Glória
A Supercopa é tentadora: palco nacional, clássico contra o Corinthians e chance de levantar taça no primeiro dia. Mas o Flamengo precisa ser frio. Acelerar a estreia de um ativo de R$ 260 milhões que vem de dores nas costas e quase um mês parado é um risco desnecessário.
O cenário ideal é o “fator surpresa”: regularizar no BID, levar para o banco e usar Paquetá como arma de luxo no segundo tempo, quando o jogo estiver mais aberto e o ritmo do adversário cair. Jogar a responsabilidade de ser titular e “salvador” logo de cara, sem treino e sem ritmo, pode transformar a festa da maior contratação da história em uma dor de cabeça médica para o resto do semestre. Campeonato não se ganha na estreia, mas lesão por afobação custa caro.