O Flamengo tentou abrir uma nova frente de negociação no mercado, mas encontrou uma porta fechada no Morumbis. O Rubro-Negro formalizou o interesse no volante Marcos Antônio, do São Paulo, e ouviu uma resposta direta: o jogador não está à venda. E, se o rival quiser insistir, o preço é de “craque mundial”.
Nos bastidores, a diretoria tricolor fixou a pedida mínima em € 25 milhões (cerca de R$ 155 milhões), com algumas fontes indicando que a régua pode subir até € 30 milhões. O valor é propositalmente fora da curva para desestimular qualquer avanço. O time carioca oferece ao jogador um salário alto, de mais de R$ 1 milhão.
A Matemática do “Não” no Flamengo
A pedida tricolor choca quando comparada ao valor original da compra. O São Paulo adquiriu Marcos Antônio em definitivo junto à Lazio por € 4,2 milhões (pagos parceladamente).
Ao pedir entre € 25 e € 30 milhões agora, o clube exige cerca de 6 a 7 vezes o valor que pagou. A mensagem é clara: não se trata de precificação de mercado, mas de uma “taxa de rivalidade”. O São Paulo não quer vender um titular absoluto, recém-contratado, para reforçar um adversário direto no calendário nacional.
O Fator Allan e José Boto
A conversa começou de forma inversa. O São Paulo procurou o Flamengo interessado no empréstimo do volante Allan. O Rubro-Negro, aproveitando a brecha, tentou envolver Marcos Antônio na negociação (com compensação financeira), o que foi prontamente rechaçado.
O interesse do Flamengo também tem um componente pessoal: José Boto, dirigente influente no futebol, trabalhou com Marcos Antônio no Shakhtar Donetsk e é um entusiasta do futebol do atleta.
Por que o São Paulo é irredutível?

Para o São Paulo, Marcos Antônio é um ativo estratégico. Aos 25 anos, ele tem lastro europeu, já está adaptado e é peça-chave no meio-campo para 2026. Vendê-lo agora, mesmo com lucro, criaria um buraco técnico difícil de preencher imediatamente e geraria um desgaste político imenso com a torcida.
Análise Moon BH: Preço alto para dizer não?
A pedida de € 25 milhões é menos um “preço” e mais uma barreira diplomática. O São Paulo sabe que o Flamengo tem dinheiro, mas também sabe que ninguém paga R$ 155 milhões em um volante que custou R$ 25 milhões há seis meses, a menos que esteja desesperado.
É uma jogada de proteção de território. O Tricolor sinaliza que não é “vitrine” para o rival carioca. Para o Flamengo, fica a lição de que tirar titular de time grande em São Paulo exige mais do que cheque: exige pagar o custo político da operação. A menos que uma loucura financeira aconteça, Marcos Antônio não sai do Morumbis para a Gávea.