A possível volta de Lucas Paquetá ao Flamengo em 2026 não seria apenas uma contratação, mas uma mudança de hierarquia no futebol nacional. Foi o que analisou o jornalista André Rizek, do ge, ao afirmar que, se o meia desembarcar na Gávea, ele se torna automaticamente o “principal nome do futebol brasileiro” — superando, no quesito desempenho e impacto imediato, o astro Neymar, que renovou com o Santos.
Mas será que Paquetá é realmente “maior” que Neymar hoje? O debate envolve dois campeonatos diferentes: o do campo e o do holofote.
No Campo: A Vantagem de Paquetá no Flamengo
O argumento de Rizek se sustenta na “prontidão”. Paquetá tem 28 anos, vive o auge físico e vem de temporadas como titular na Premier League, a liga mais intensa do mundo.

Se o Flamengo confirmar a compra (especulada entre £ 36 e £ 40 milhões, ou cerca de R$ 260 a R$ 280 milhões), traz um jogador capaz de entregar intensidade, pressão e 60 jogos na temporada. Já Neymar, apesar da genialidade técnica indiscutível, inicia 2026 em transição física após cirurgia no menisco, buscando ritmo de jogo.
No Mercado: O Abismo de Valor
Financeiramente, o momento também favorece o meia do West Ham. Segundo o Transfermarkt:
- Lucas Paquetá: Avaliado em € 35 milhões (R$ 219 milhões). É um ativo de topo global.
- Neymar: Avaliado em € 10 milhões (R$ 62 milhões). O valor reflete a idade (33 anos), o histórico de lesões e o tempo de contrato.
Enquanto Neymar é uma aposta de “momentos mágicos” e impacto midiático, Paquetá é um investimento de performance sustentada.
No Holofote: A Coroa ainda é do Rei

Se no campo a balança pende para o vigor de Paquetá, fora dele Neymar segue intocável. O camisa 10 do Santos continua sendo o “centro gravitacional” da mídia, do marketing e da audiência. Mesmo jogando menos, ele movimenta mais paixão e narrativa do que qualquer outro atleta no continente.
Análise Moon BH: Duas Coroas no Mesmo Reino
André Rizek tocou no ponto certo: repatriar Paquetá hoje é importar um nível de competitividade que o Brasil raramente vê. Ele chega para ser o “craque do campeonato” — aquele que decide a regularidade dos pontos corridos.
Neymar, por outro lado, joga outra liga. Ele é o “personagem do futebol brasileiro”. Se Paquetá promete ser o motor do Flamengo em 2026, Neymar será a alma do Santos. Um vence pela constância e intensidade; o outro, pela magia e pelo tamanho da estrela. Se os dois estiverem em campo, o torcedor brasileiro ganha o melhor dos dois mundos: o auge técnico de um e o último ato genial do outro.