A venda do atacante Wallace Yan ao Red Bull Bragantino, que parecia questão de tempo, entrou em zona de turbulência nesta terça-feira (27). O negócio de € 10 milhões (cerca de R$ 62 milhões) corre risco real de ser cancelado após o clube paulista tentar alterar a forma de pagamento na reta final das tratativas, para ‘desespero’ do Flamengo.
O Ultimato do Flamengo
Segundo informações do jornalista Venê Casagrande, o clima nos bastidores é de tensão. O acordo original previa um valor fixo robusto, mas o Bragantino teria tentado reduzir essa fatia garantida pela metade, transformando o restante em metas de desempenho (variáveis).
O Flamengo bateu o pé. A diretoria rubro-negra não aceita vender uma promessa baseada em “se” e enviou um recado claro: ou o Bragantino cumpre o que foi combinado verbalmente, ou o jogador volta para a Gávea e a negociação é encerrada.
Despedida frustrada e “risco disciplinar”
A situação é constrangedora para o atleta. Wallace Yan já havia se emocionado e se despedido dos companheiros após um jogo do Carioca em meados de janeiro, certo de que estava de malas prontas. Agora, vive um limbo contratual.

Nos bastidores, especula-se que a tentativa do Bragantino de aumentar as metas variáveis se deve a um receio com o histórico disciplinar do jovem. Em 2025, Wallace Yan teve episódios de expulsão e discussões que ligaram o alerta no time da Red Bull, que busca proteger seu investimento milionário atrelando o pagamento ao comportamento e rendimento em campo.
Análise Moon BH: Vender promessa não é liquidação
O Flamengo age corretamente ao endurecer o jogo. Clube grande não pode aceitar que o comprador mude as regras na hora da assinatura, transformando dinheiro garantido em “parcelas de esperança”.
Wallace Yan é um ativo valioso — marcou gol até contra o Chelsea no Mundial de Clubes de 2025. Se o Bragantino quer o talento, precisa pagar o preço do risco. Tentar dividir a conta com o Flamengo via metas inatingíveis é estratégia de quem quer comprar, mas não quer pagar. Se o negócio melar, o Rubro-Negro perde o caixa imediato, mas mantém a postura de que na Gávea o acordo verbal tem peso de contrato.