O nome de Gabigol voltou a explodir nas buscas relacionadas ao Flamengo. Alimentado por declarações do próprio atacante sobre o “sonho” de jogar no clube, em entrevista ao canal de entrevistas de Romário, o tema ganhou força nas redes sociais. Porém, a realidade de mercado impõe um balde de água fria: para o retorno acontecer, o clube teria que desmontar uma engenharia complexa e assumir um custo mensal que hoje é proibitivo na Gávea.
“Foi do crlh*. Foi algo totalmente especial na minha vida, um dos times que eu mais senti emoção de vestir a camisa. Sempre foi um sonho jogar no Flamengo, sempre quis ter essa oportunidade”, disse o jogador, alimentando uma chance de retorno futuro.
A Barreira dos R$ 3 Milhões ao Flamengo: impossível
O principal obstáculo não é técnico, é financeiro. Na operação que o tirou do Flamengo, os valores de mercado de Gabigol (salário + luvas + imagem) atingiram a casa dos R$ 3 milhões mensais.
Para se ter uma ideia do impacto, esse valor é quase o dobro do que ele ganhava anteriormente no Rio e supera o teto atual do elenco. Segundo a CNN, o pacote de Bruno Henrique, um dos maiores do time, gira em torno de R$ 1,8 milhão. Trazer Gabigol de volta nesses termos implodiria a hierarquia salarial do vestiário, algo que a diretoria evita a todo custo.
O Nó Contratual: Cruzeiro e Santos
Além do dinheiro, há a burocracia. Gabigol tem contrato definitivo com o Cruzeiro, mas está emprestado ao Santos até o fim de 2026.

Neste momento, os dois clubes dividem a conta: o Santos paga cerca de 60% dos vencimentos e a Raposa arca com os outros 40%. Para o Flamengo entrar na jogada, precisaria negociar a rescisão do empréstimo com o Peixe e comprar (ou renegociar) o vínculo com o Cruzeiro. É uma operação tripla que exige caixa e muita diplomacia.
Onde ele entra no time de Filipe Luís?
Com a renovação de Filipe Luís até 2027, o Flamengo tem um modelo de jogo consolidado. Gabigol teria que aceitar um novo papel: não mais o “dono do time”, mas uma peça de rotação de luxo para dividir protagonismo com Pedro (quando voltar) e Bruno Henrique. A dúvida é se o ego do ídolo aceitaria lutar por posição ganhando menos do que ganha hoje.
Análise Moon BH: Nostalgia não paga boleto
O “Volta, Gabigol” é perfeito para o marketing e para a arquibancada, que vive de memória afetiva. Mas futebol é planilha. Hoje, pagar R$ 3 milhões por mês a um jogador — mesmo sendo o maior ídolo da geração — é um risco que o Flamengo organizado de 2026 não costuma correr.
Para o retorno sair do campo do sonho e virar contrato, Gabigol teria que fazer o movimento mais difícil da carreira: aceitar uma redução drástica de salário e provar que ama o Flamengo mais do que ama o status de “jogador mais bem pago do Brasil”. Sem isso, a volta é impossível.