HomeEsportesCruzeiroComo Cruzeiro obrigou o Flamengo a elevar proposta para trazer Paquetá

Como Cruzeiro obrigou o Flamengo a elevar proposta para trazer Paquetá

A contratação de Gerson pelo Cruzeiro mudou a régua do futebol brasileiro e empurrou o Flamengo para uma resposta imediata e histórica. Após a Raposa fechar um pacote que pode chegar a € 30 milhões pelo “Coringa”, o Rubro-Negro acelerou a compra de Lucas Paquetá por € 41,25 milhões (R$ 255,9 milhões) para não ficar para trás no protagonismo de 2026.

O “Efeito Gerson”: Cruzeiro mudou o patamar

O movimento do Cruzeiro não foi apenas técnico, foi uma demonstração de força bruta. Ao pagar valores de elite europeia (cerca de € 27 milhões fixos + bônus) para repatriar Gerson do Zenit, a Raposa mandou um recado ao mercado: “temos caixa e projeto para brigar por tudo”.

Para o Flamengo, assistir a um rival direto fazendo o maior barulho da janela seria politicamente desastroso. A diretoria entendeu que precisava de um nome que reequilibrasse o noticiário, acalmasse a arquibancada e mostrasse ao próprio elenco que a ambição na Gávea continua intacta.

Paquetá do Flamengo: A resposta de R$ 255 milhões

A escolha por Paquetá é cirúrgica. Além de ser ídolo e “Cria do Ninho”, ele traz o peso midiático necessário para ofuscar a chegada de Gerson em BH. A negociação com o West Ham já tem o valor fixo acertado em € 41,25 milhões.

Gilvan de Souza/Flamengo/Divulgação

O que trava o anúncio oficial é a “engenharia de pagamento”. O Flamengo quer parcelar a compra em três anos, enquanto os ingleses, precisando de liquidez, exigem receber tudo em 18 meses. O presidente Bap já admitiu publicamente que o acordo está próximo, e a pressão externa causada pelo negócio do Cruzeiro funciona como catalisador para o Flamengo ceder nos detalhes e fechar a conta.

Análise Moon BH: A Guerra de Narrativas

O futebol de 2026 não é jogado apenas no campo, é jogado na percepção de grandeza. O Cruzeiro tentou — e conseguiu — mudar o eixo do debate nacional ao contratar Gerson a peso de ouro. O Flamengo sentiu o golpe.

Trazer Paquetá agora deixa de ser apenas uma necessidade tática (embora ele seja craque) para virar uma obrigação institucional. É a forma do Flamengo dizer ao Brasil que não vai perder a mão do protagonismo. Paquetá não é um substituto tático para Gerson (jogam de formas diferentes), mas é a única resposta possível para manter o status de “superpotência” intacto diante da ameaça celeste.

Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de futebol, com foco em Atlético, Cruzeiro, Palmeiras e Flamengo há mais de 10 anos.