O Flamengo decidiu testar os limites do mercado nacional com uma movimentação que promete agitar os bastidores do Rio de Janeiro. Não satisfeito em negociar com Marcos Antônio, o Rubro-Negro elevou a régua e manifestou interesse na contratação do volante Danilo, titular absoluto do Botafogo e peça-chave do rival.
A diretoria da Gávea avalia formalizar uma proposta oficial pelo jogador. No entanto, a operação é tratada internamente como “nível hard”. O motivo? O Botafogo transformou Danilo em seu ativo mais valioso, blindando o atleta com um preço de mercado que assusta até clubes da Premier League.
Danilo não é apenas um destaque técnico; ele é o símbolo do poder financeiro da SAF alvinegra. O Glorioso pagou cerca de € 22 milhões (R$ 142,7 milhões) para tirá-lo do Nottingham Forest, tornando-o a contratação mais cara da história do clube. Tirar um jogador desse calibre de um rival direto, que não precisa vender, exigiria do Flamengo uma engenharia financeira sem precedentes no futebol brasileiro.
A Barreira dos R$ 191 Milhões no Botafogo
Para entender a dificuldade do negócio, basta olhar o histórico recente. O Botafogo já definiu, na prática, quanto Danilo vale. Em setembro de 2025, o Fulham (Inglaterra) ofereceu € 30 milhões (cerca de R$ 191 milhões na cotação da época) pelo volante.

- A Resposta: O Botafogo recusou. John Textor e a diretoria entenderam que o jogador era inegociável naquele momento por falta de reposição à altura.
- A Lógica: Se o Botafogo disse “não” para quase R$ 200 milhões vindos da Europa, a tendência é que exija um valor ainda maior para reforçar um rival direto como o Flamengo.
O Que o Flamengo Busca?
A investida por Danilo mostra que o Flamengo quer um “camisa 5” de elite para 2026. Enquanto Marcos Antônio (São Paulo) é visto como uma opção técnica viável, Danilo representa o pacote completo: força física, intensidade de Premier League e capacidade de liderar o meio-campo.
O Rubro-Negro sabe que precisa recalibrar o setor para não depender de um único modelo de jogo, e Danilo traria a imposição física que por vezes faltou em duelos continentais. Porém, o desejo técnico colide com a blindagem contratual: o volante tem vínculo em General Severiano até julho de 2029.