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Flamengo deu jogador de R$ 12 milhões de graça para o Cruzeiro e já se arrepende

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O Flamengo iniciou 2026 com um desfalque no elenco e um “furo” no balanço patrimonial. O goleiro Matheus Cunha, de 24 anos, deixou o clube sem render um centavo aos cofres da Gávea e foi oficializado como reforço do Cruzeiro até o fim de 2028. A transferência ocorreu porque o contrato do arqueiro com o Rubro-Negro chegou ao fim, permitindo que ele assinasse um pré-contrato com a Raposa ainda em julho de 2025.

O movimento gera debate interno, pois o clube perdeu um ativo valioso e, agora, vê-se obrigado a ir ao mercado gastar para repor uma posição que estava preenchida.

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A oficialização pelo Cruzeiro em 1º de janeiro confirmou o cenário que se desenhava há meses. Matheus Cunha (não confundir com o atacante do Wolverhampton) chega a Belo Horizonte para disputar posição e oferecer segurança a longo prazo, enquanto o Flamengo fica sem o substituto imediato de Agustín Rossi, justamente em um momento de calendário cheio.

Presentão ao Cruzeiro: Por que R$ 12,7 milhões?

A saída “custo zero” dói mais quando se olha para o valor de mercado do atleta. Matheus Cunha não é um jogador em fim de carreira, mas um goleiro jovem com potencial de revenda. O Transfermarkt avalia o jogador em € 2,0 milhões.

Foto: Flickr Flamengo

Convertendo para a moeda nacional (com a cotação de referência de janeiro de 2026, onde o euro oscila na casa de R$ 6,34), o Flamengo viu um patrimônio de aproximadamente R$ 12,7 milhões sair pela porta da frente sem contrapartida financeira. Para o Cruzeiro, é o negócio dos sonhos: adquire um ativo milionário pagando apenas luvas e salários.

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O Efeito Colateral no Flamengo: Agora tem que gastar

A saída de Cunha gera um efeito dominó no Ninho do Urubu. Com Rossi consolidado como titular, Matheus era a sombra confiável para Copas e eventuais suspensões. Sem ele, o elenco fica exposto.

O Flamengo liberou o goleiro já ciente da necessidade de reposição e, por isso, monitora nomes como Gabriel Brazão (do Santos) e Andrew (do Gil Vicente, que negocia com o Botafogo). O problema é que, para trazer qualquer um desses nomes, o Flamengo terá que pagar taxas de transferência ou luvas pesadas. Ou seja, o clube deixou de ganhar R$ 12 milhões com Cunha e provavelmente gastará outros milhões para trazer alguém do mesmo nível para o banco.

Análise Moon BH: O Barato que Sai Caro

O Flamengo cometeu um pecado capital de gestão de elenco: deixou um ativo jovem desvalorizar contratualmente até sair de graça. É compreensível que Matheus Cunha quisesse sair para jogar, já que Rossi é o dono da posição, mas perdê-lo sem compensação financeira é um erro estratégico.

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Agora, o Flamengo está no pior dos mundos: fortaleceu um rival direto (Cruzeiro) e precisa abrir o cofre para contratar um reserva. Se tivesse renovado e vendido, ou envolvido em troca, o cenário seria outro. Do jeito que foi, o Cruzeiro agradece o “presente”, e o Flamengo paga a conta da própria indecisão.

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Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de política, economia de Minas Gerais e de futebol e sua influência econômica e política.

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