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Flamengo “esgota a paciência” e coloca Allan à venda no Brasil

Uma mudança drástica na política de transferências do Flamengo agitou o mercado nesta terça-feira (11). O volante Allan, antes tratado como “inegociável” para o cenário nacional, “esgotou as chances” com a diretoria e a comissão técnica. Segundo o portal Bolavip Brasil, o clube carioca mudou de postura e agora aceita ouvir propostas de rivais brasileiros pelo jogador na próxima janela.

A decisão, no entanto, vem acompanhada de um “preço de etiqueta” bem definido e condições de pagamento rígidas, sinalizando que, apesar da abertura, o Rubro-Negro não fará “liquidação”.

O “Preço Mínimo” no Flamengo: R$ 34,4 Milhões à Vista

A diretoria rubro-negra já definiu a régua para quem quiser tirar o volante do Ninho do Urubu em 2026. O Flamengo exige um valor mínimo de R$ 34,4 milhões (cerca de € 8,2 milhões), que representa aproximadamente 80% do investimento total feito para tirá-lo do Atlético-MG em 2023.

Além do valor, a condição de pagamento é um entrave: o clube quer o pagamento à vista ou, no mínimo, com garantias bancárias sólidas, uma forma de recuperar o investimento feito e mitigar riscos financeiros.

Por que a Mudança de Status de Allan?

A decisão de colocar Allan na “vitrine” do mercado interno é resultado de uma combinação de fatores. O jogador, que tem contrato até o final de 2027, não conseguiu se firmar como titular absoluto sob o comando de Filipe Luís, apresentando seguidas oscilações.

Fotos: Atlético / Flamengo

O principal obstáculo para sua permanência, no entanto, é o alto custo-benefício. Com um salário estimado na faixa de R$ 850 mil a R$ 1 milhão por mês, Allan possui um dos maiores vencimentos do elenco para um jogador que hoje é peça de rotação. A diretoria vê em sua negociação uma oportunidade de aliviar a folha salarial e abrir espaço no orçamento para novos investimentos em 2026.

Quem Está de Olho? O Interesse de Rivais

A abertura para o mercado nacional imediatamente reacende o interesse de antigos admiradores.

Análise: Um Negócio de Oportunidade (e Custo)

O Flamengo está no controle da situação. Com um contrato longo, não tem obrigação de vender. A mudança de postura é um sinal claro ao mercado: o clube aceita negociar, mas apenas pelos seus termos. A diretoria quer recuperar a maior parte do investimento e aliviar a folha.

Para os rivais brasileiros, Allan se torna uma “oportunidade de mercado” cara. O clube que decidir investir sabe que levará um jogador de 28 anos, com qualidade comprovada, mas terá que arcar com um “pacote” pesado: uma taxa de transferência superior a R$ 34 milhões e um salário na casa de R$ 1 milhão por mês. A “janela” de janeiro dirá se algum clube brasileiro tem esse apetite financeiro ou se Allan permanecerá na Gávea, aguardando propostas do exterior.

Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de futebol, com foco em Atlético, Cruzeiro, Palmeiras e Flamengo há mais de 10 anos.