O Botafogo identificou uma oportunidade de mercado e está em movimento. A diretoria alvinegra monitora a situação do lateral-esquerdo Caio Roque, de 24 anos, destaque da Portuguesa no Paulistão 2026, e mantém conversas em andamento — sem proposta oficial até o momento, segundo apuração do ge, que confirmou informação publicada inicialmente pelo Canal do TF.
O timing não é coincidência. Após o encerramento da janela internacional, clubes da Série A ainda podem registrar jogadores que disputaram estaduais pela janela extra, válida até 27 de março. É esse atalho regulamentar que coloca o nome de Caio Roque na mesa agora — e coloca o relógio contra o Botafogo.
Por que a lateral esquerda virou prioridade no Botafogo
A explicação está no elenco. Alex Telles é o titular absoluto, mas Marçal — a alternativa natural — está fora por lesão e chegou a ser utilizado como zagueiro improvisado. Com Nathan Fernandes sendo acionado como reserva de emergência na posição, segundo o ge, o clube opera com profundidade insuficiente num setor de altíssimo desgaste físico.
Em calendário brasileiro com competições continentais no horizonte, uma lesão na lateral pode mudar o planejamento em questão de duas semanas. O Botafogo sabe disso — e está agindo antes que o problema apareça.
Quem é Caio Roque e o que ele entregou no Paulistão
Formado na base do Flamengo, Caio Roque tem uma trajetória que mistura rodagem internacional e nacional: passou pelo Lommel, da Bélgica, teve vínculo com o Bahia e foi emprestado para Londrina e Volta Redonda antes de chegar à Portuguesa. No Paulistão 2026, foram oito jogos e duas assistências pelo clube da Lusa, que chegou até as quartas de final — produção ofensiva que chamou atenção para um lateral em fase de maturação.
O perfil encaixa no que o Botafogo busca: atleta pronto fisicamente, com ritmo de jogo, participação ofensiva e preço negociável. Lateral esquerdo de pé bom, com 24 anos, não é aposta crua — é peça funcional para banco de alto nível.
O que pode travar o negócio
Três variáveis costumam decidir esse tipo de operação. A primeira é o modelo de contratação: o Botafogo, em 2026, opera com foco em reforços de oportunidade e custo reduzido — empréstimo com opção ou compra em condições favoráveis.
A segunda é o prazo curto: o clube precisa registrar o atleta dentro da janela extra antes de 27 de março, o que deixa margem mínima para negociação prolongada. A terceira é a concorrência: se outros clubes entrarem na disputa e o preço subir, o Botafogo tende a recuar — especialmente para uma posição onde já existe um titular de peso.