O Botafogo puxou o freio de mão. O que parecia ser uma contratação encaminhada virou motivo de irritação nos bastidores de General Severiano. A diretoria alvinegra decidiu colocar em stand-by a negociação pelo zagueiro Marco Di Cesare, do Racing, após perceber que o clube argentino e o estafe do jogador tentaram criar um “leilão” no mercado. O Glorioso já tinha os valores alinhados: US$ 4 milhões (cerca de R$ 21 milhões). Mas, quando o nome do atleta começou a ser oferecido para outros clubes (como o Santos) para inflacionar o preço, o Botafogo disse: “aqui não”.
O Acordo Estava Feito (Antes da Ganância)
A negociação era considerada avançada.
- O Valor: US$ 4 milhões por um empréstimo com obrigação de compra ou compra definitiva.
- O Obstáculo Superado: O Botafogo resolveu o transfer ban (pendência com o Atlanta United) e estava livre para assinar.
- A Virada: Ao ver que o Racing tentava usar o interesse alvinegro para atrair propostas maiores de rivais, a gestão Textor decidiu não entrar na briga de foice. O recado é claro: o Botafogo paga o justo, mas não entra em circo.
Botafogo Tem Dinheiro, Paciência Não
É importante o torcedor entender: o negócio não travou por falta de dinheiro. Com o transfer ban resolvido, o caixa está disponível. O negócio travou por postura de mercado. O Botafogo de 2026 se recusa a ser refém de empresários ou clubes que mudam a regra do jogo na última hora. Di Cesare, de 24 anos e valorizado por passagens na seleção olímpica argentina, é um alvo desejado, mas não a qualquer custo (e nem a qualquer humilhação).
Concorrência Inflacionada no Santos
A entrada de outros clubes brasileiros na disputa (o Santos foi citado pela ESPN) serviu de alerta. Quando vira leilão, o preço sobe, as luvas explodem e o controle da negociação passa para o vendedor. O Botafogo preferiu dar um passo atrás e deixar a poeira baixar. Se o Racing quiser retomar nos termos acordados, as portas podem se abrir. Se quiserem guerra de lances, o Glorioso busca outro zagueiro.