O Botafogo inicia fevereiro de 2026 em uma situação atípica. Embora possua um dos elencos mais valorizados do país, a SAF de John Textor enfrenta dois obstáculos gigantescos: o Transfer Ban da FIFA (gerado pela dívida de mais de US$ 21 milhões do caso Thiago Almada) e uma decisão judicial que impede o clube de vender ativos até que o proprietário preste esclarecimentos sobre a gestão financeira.
Mesmo com essas travas, a necessidade de gerar caixa é real. Estima-se que o clube precise de um aporte ou de vendas na casa de R$ 150 milhões para estabilizar o fluxo e derrubar as punições. Se a porteira abrir, a vitrine está pronta.
As “joias da coroa” do Botafogo: Quem pode render os maiores valores?
Para calcular os valores em reais, utilizamos o câmbio de referência de fevereiro de 2026 (€ 1 = R$ 6,20). Confira os nomes mais cotados para exportação:

- Danilo (Volante): É o ativo mais valioso. O Nottingham Forest já sinalizou propostas que variam entre € 19 mi e € 22 mi (até R$ 136,5 milhões). É a venda que resolveria a vida financeira do clube em uma única tacada, mas deixaria um buraco técnico imenso.
- Álvaro Montoro (Meia): A joia de 18 anos é o xodó do mercado europeu. No pacote discutido com o Forest, seu valor foi fixado em € 14 mi (R$ 86,9 milhões), mas estudos do CIES indicam que ele pode valer até R$ 163 milhões no futuro.
- Matheus Martins e Nathan Fernandes: Jovens atacantes que atraem clubes de Portugal e da Premier League. Somados, podem render cerca de R$ 62 milhões, servindo como uma alternativa para não precisar vender os titulares absolutos.
O “algo a mais”: Vender sem poder repor é o maior risco
O grande problema do Botafogo em 2026 não é a falta de compradores, mas a impossibilidade de registrar novos atletas. Se Textor vender Danilo hoje para pagar a dívida de Almada, ele perde seu melhor volante e não pode ir ao mercado buscar um substituto enquanto o transfer ban não for oficialmente retirado.
Por isso, a estratégia de bastidor tem sido o modelo de “venda com permanência”: o Botafogo negocia o jogador agora para garantir o dinheiro, mas exige o empréstimo de volta até o meio do ano ou dezembro. É a única forma de evitar o desmonte do time em meio à crise institucional.