O Botafogo foi buscar no mercado o zagueiro que ajudou a tirar um título internacional de suas mãos. O Glorioso encaminhou a contratação do argentino Di Cesare, do Racing, por US$ 4 milhões (cerca de R$ 21 milhões). Porém, o torcedor não pode comemorar ainda. O reforço está “contratado”, mas proibido de jogar. O clube vive o pesadelo do Transfer Ban e precisa resolver uma dívida astronômica herdada da compra de Thiago Almada para conseguir registrar o novo defensor.
O “Algoz” na Defesa contra o Botafogo
A escolha de Di Cesare não é apenas técnica, é simbólica. O zagueiro de 24 anos foi titular do Racing na campanha da Recopa Sul-Americana, vencida justamente em cima do Botafogo no Nilton Santos (4 a 0 no agregado). O técnico Martín Anselmi pediu urgência. Com a zaga remendada por lesões e elenco curto, a chegada do argentino é vista como a solução para estancar a sangria defensiva.
O Muro de R$ 150 Milhões
O problema é que o Botafogo pode comprar, mas não pode usar. O clube está punido pela FIFA por não pagar o Atlanta United pela compra de Thiago Almada.
- A Dívida: A condenação gira em torno de US$ 21 milhões (mais bônus), referente à transferência do craque para o Atlético de Madrid.
- A Solução: Para derrubar o ban e registrar Di Cesare, John Textor costurou um acordo de emergência com o clube social. Um aporte de US$ 28,5 milhões (R$ 150 milhões) deve ser liberado até quinta-feira (5) para quitar as pendências e limpar o nome do clube no sistema da FIFA.
Corrida Contra o Tempo

A situação é dramática nos bastidores. O negócio com o Racing está alinhado, mas depende da queda da punição. Se o dinheiro de Textor não cair ou a burocracia atrasar, o Botafogo corre o risco de ver Di Cesare treinar no Espaço Lonier enquanto o time sofre em campo com improvisos. O clube trata o caso como “acertado, mas travado”, rezando para que o PIX milionário de Textor chegue antes do próximo jogo.
A tentativa de fechar Di Cesare antes da queda do ban mostra que o Botafogo está operando no limite do desespero. O time precisa recompor a zaga “para ontem”, mas está com o freio de mão puxado por um passivo antigo mal resolvido.
O verdadeiro reforço da semana não é o zagueiro argentino, é o depósito bancário para derrubar a punição. Sem isso, Di Cesare é apenas um “reforço fantasma”: custa caro, treina, mas não joga. Se Textor resolver rápido, o Botafogo traz um defensor com experiência de campeão; se atrasar, transforma uma contratação cirúrgica em mais uma novela desgastante de uma SAF que ainda sofre para organizar o fluxo de caixa.