O ano de 2026 começou com um roteiro de pesadelo para o torcedor do Botafogo. O que deveria ser uma temporada de consolidação virou uma crise institucional em alta velocidade. Com um Transfer Ban ativo na FIFA, salários atrasados e protestos pichados nos muros do CT (“Cadê o dinheiro?”), o Glorioso vive dias de incerteza. No centro do furacão, John Textor tenta acalmar os ânimos com uma promessa inusitada: a chegada de um aporte financeiro vindo de “amigos” para tapar o buraco.
A situação é crítica. Não se trata apenas de não poder contratar, mas de não conseguir honrar o básico. O atraso nos direitos de imagem gerou ruído no vestiário, e a dívida milionária pela contratação de Thiago Almada trava qualquer planejamento esportivo. O Botafogo está sangrando, e o torniquete prometido pela SAF ainda não chegou.
O “Monstro” de US$ 22,5 Milhões
A origem do bloqueio na FIFA tem nome e sobrenome: Thiago Almada. O Botafogo falhou no pagamento ao Atlanta United (EUA). Segundo a Reuters, a dívida total, somando taxas e juros, chega a US$ 22,5 milhões (cerca de R$ 140 milhões).
- A Punição: Enquanto não pagar (ou renegociar de forma que a FIFA aceite), o Botafogo não pode registrar novos jogadores.
- O Impacto: Reforços contratados estão treinando, mas não podem jogar. O técnico Martín Anselmi foi obrigado a estrear no Estadual com apenas seis jogadores de linha no banco de reservas, expondo a fragilidade do elenco.
O Vestiário Inflamado
Se a dívida externa preocupa, a interna corrói. O elenco conviveu com dois meses de direitos de imagem atrasados.
- O Risco: Empresários já recomendam que atletas não fechem com o clube.
- A Reação: Líderes do elenco, como o zagueiro Barboza, cobraram clareza. O clube quitou parte dos atrasados antes do jogo contra o Volta Redonda para evitar uma greve branca, mas a confiança foi abalada. Quando o salário vira dúvida, o “projeto esportivo” perde força.
“Tranquilidade” e “Amigos”: A Narrativa de Textor
A resposta de John Textor para o caos soou, no mínimo, arriscada para o mercado. O dono da SAF pediu “tranquilidade” e afirmou que busca um aporte de US$ 50 milhões com “amigos” para regularizar o fluxo de caixa.
- O Problema: O futebol não espera. Sem uma data cravada para esse dinheiro entrar, a promessa soa vazia. Além disso, Textor enfrenta litígios nos EUA com fundos de investimento (Ares e Iconic) que cobram dívidas da Eagle Football, o que aumenta a desconfiança sobre a liquidez imediata do empresário.