O Botafogo encerrou oficialmente as tratativas para contratar o volante Júlio Romão, do Ferencváros. Após enviar três propostas formais e tentar flexibilizar o modelo de negócio, a diretoria alvinegra decidiu se retirar da mesa de negociação diante da inflexibilidade do clube húngaro. O impasse foi puramente financeiro e estrutural: enquanto o Glorioso insistia em um empréstimo com opção de compra para mitigar riscos, os europeus bateram o pé pela venda definitiva imediata.
Sem acordo, a SAF vira a chave e volta ao mercado com urgência para encontrar um novo camisa 5, especialmente após a saída do capitão Marlon Freitas para o Palmeiras.
A decisão de desistir foi tomada para não comprometer o planejamento da janela com uma “novela” sem fim. O Botafogo chegou ao seu limite nas condições apresentadas, mas o Ferencváros priorizou o caixa imediato. A diretoria alvinegra, focada em uma gestão de risco controlada, optou por não fazer loucuras financeiras por um atleta que, apesar de aprovado pelo scout, demandaria um investimento “no escuro” após um período de inatividade recente.
O Entrave no Botafogo: Empréstimo x Venda Definitiva
A divergência entre os clubes foi conceitual. O Botafogo queria testar o ativo antes de comprá-lo em definitivo, um modelo comum em negociações de brasileiros voltando da Europa. O clube enviou três ofertas, todas recusadas. O Ferencváros, dono dos direitos econômicos até junho de 2029, não aceitou ceder o jogador sem a garantia do dinheiro na conta agora.

Essa postura travou o negócio. Para o Botafogo, pagar à vista por um jogador que vem de uma liga periférica e de lesão recente seria um movimento arriscado, fugindo da lógica de “contratação de impacto” ou “oportunidade de mercado” que guia a janela de 2026.
A Sombra de Marlon Freitas e a Estreia no Carioca
A pressa do Botafogo tem nome e data. Com a venda de Marlon Freitas para o Palmeiras, o elenco perdeu seu motorzinho e líder técnico. A estreia no Campeonato Carioca já é no dia 15 de janeiro, contra a Portuguesa-RJ.
O técnico Martín Anselmi precisa de peças para implementar seu estilo de jogo, e a lacuna na “volância” é a prioridade zero. Sem Júlio Romão, o scout alvinegro precisa agir rápido para entregar um nome que chegue, vista a camisa e jogue, sem o tempo de adaptação que talvez o brasileiro da Hungria precisasse.