O Botafogo agiu rápido para definir o comando técnico de 2026 e evitar os erros de planejamento da temporada passada. O clube encaminhou a contratação do argentino Martín Anselmi, de 40 anos, para assumir a equipe. Segundo apurações de bastidores, o acordo verbal já existe e o vínculo será válido por duas temporadas, estendendo-se até dezembro de 2027.
Neste momento, restam apenas etapas burocráticas — como a revisão jurídica das cláusulas e a assinatura final — para o anúncio oficial. A pressa da diretoria, liderada por John Textor, justifica-se pela necessidade de iniciar a pré-temporada, marcada para 5 de janeiro, com o novo comandante já integrado ao planejamento e à montagem do elenco.
O “Teto” de R$ 1 Milhão no Botafogo
Embora os valores exatos do contrato de Anselmi ainda sejam tratados com sigilo, o mercado tem uma referência clara do orçamento alvinegro. Durante a busca pelo substituto de Davide Ancelotti (nome anteriormente cotado), apurações do Bolavip indicaram que John Textor trabalhava com um teto de R$ 1 milhão mensais para o cargo de treinador.
Esse valor funciona como uma baliza para a negociação. O Botafogo admite investir alto, mas dentro de uma realidade orçamentária que não comprometa o fluxo de caixa da SAF. A tendência é que o pacote de Anselmi se encaixe nessa diretriz financeira.
O Perfil: Por que Anselmi?
A escolha pelo argentino não foi aleatória. Anselmi ganhou força nos bastidores por se encaixar no perfil de “futebol moderno” desejado por Textor. Em reuniões virtuais, o dono da SAF aprovou as ideias do treinador, que valoriza:

- Construção desde a defesa: Uso ativo do goleiro e dos zagueiros na saída de bola.
- Variabilidade Tática: Capacidade de mudar o desenho do time sem perder a identidade ofensiva.
- DNA Sul-Americano: Conhecimento das competições continentais (Libertadores/Sul-Americana).
Além dele, a nova comissão técnica deve contar com o auxiliar Luis Pastur e o preparador físico Diego Bottaioli.
Análise Moon BH: Aposta no Modelo, Risco no Tempo
A aposta em Martín Anselmi tem toda a cara de um “projeto de SAF”: técnico jovem, com discurso atualizado e ideias de jogo propositivas. É exatamente o tipo de contratação que costuma agradar gestores que buscam padronizar um modelo de futebol e valorizar ativos do elenco através de um jogo ofensivo.
O risco, naturalmente, está no pacote completo que o Botafogo oferece hoje. No Rio de Janeiro, a cobrança não será apenas por desempenho tático, mas por respostas imediatas e gestão de ambiente em um clube que viu 2025 escapar por detalhes. Se John Textor quer realmente “virar a página”, a contratação de Anselmi precisa vir acompanhada de estabilidade interna e blindagem. Sem isso, nem o treinador mais tático do mercado consegue proteger o vestiário da ansiedade de uma torcida ferida.