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Cruzeiro sofreu 10 finalizações em 20 minutos; reencontro com Flamengo vira teste imediato

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O Cruzeiro não terá tempo para transformar a eliminação na Libertadores em uma discussão prolongada. Apenas três dias depois da derrota por 2 a 1 para o Flamengo no Maracanã, a equipe de Artur Jorge encontrará exatamente o mesmo adversário, desta vez no Mineirão e pelo Campeonato Brasileiro.

Mais do que uma oportunidade de resposta, o duelo deste sábado (22) oferece ao treinador uma situação incomum no futebol: corrigir diante do próprio adversário um problema que ficou evidente apenas 72 horas antes.

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O ponto de maior atenção está no início do jogo de quarta-feira. Nos primeiros 20 minutos, o Flamengo chegou a dez finalizações e submeteu o Cruzeiro a uma pressão que praticamente impediu a equipe mineira de construir ataques. Foi nesse período que o Rubro-Negro encaminhou o controle emocional e territorial da partida.

Cruzeiro melhorou quando conseguiu sobreviver à pressão

(Staff Images/ Cruzeiro)

O primeiro tempo no Maracanã foi de domínio flamenguista, com Arrascaeta abrindo o placar. O Cruzeiro voltou diferente depois do intervalo, conseguiu encontrar mais espaços e chegou ao empate com Lucas Romero.

A reação mostrou que havia caminhos para incomodar o Flamengo. O problema foi o custo do início ruim. Samuel Lino marcou o segundo gol carioca e definiu a vitória por 2 a 1, que eliminou a Raposa depois do empate por 1 a 1 no primeiro confronto.

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O placar agregado terminou em 3 a 2.

Por isso, o desafio de sábado não passa necessariamente por mudar toda a equipe. O principal ajuste está na forma como o Cruzeiro pretende atravessar os minutos iniciais.

Reencontro pode revelar a resposta de Artur Jorge

Quando dois adversários se enfrentam novamente em intervalo tão curto, há pouca novidade disponível. O Flamengo já conhece a saída de bola cruzeirense, as movimentações de Matheus Pereira e o comportamento de Kaio Jorge. O Cruzeiro, por sua vez, acabou de experimentar a pressão alta construída por Jorginho, Pulgar, Arrascaeta e Pedro.

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Isso transforma o jogo do Brasileiro quase em uma continuação tática do mata-mata.

Artur Jorge terá de decidir se mantém a saída curta mesmo diante da pressão ou se utiliza mais ligações diretas para evitar que a partida permaneça concentrada perto da área de Otávio. Também existe a possibilidade de mudar peças no ataque para oferecer mais velocidade desde o início.

Brasileiro não permite carregar a eliminação

Há ainda uma diferença fundamental entre os dois compromissos. Na Libertadores, o Cruzeiro precisava sobreviver a um mata-mata. No sábado, precisa proteger uma posição importante na tabela.

A Raposa ocupa o quinto lugar do Campeonato Brasileiro, com 36 pontos em 23 jogos. Bahia, Red Bull Bragantino e Atlético aparecem logo abaixo e mantêm a disputa pelas posições de classificação continental aberta.

O calendário aumenta a dificuldade. Depois do Flamengo, o Cruzeiro já terá o Atlético na terça-feira (25), pelo primeiro clássico das quartas de final da Copa do Brasil.

A derrota no Maracanã, portanto, deixou uma questão que não poderá esperar uma semana de treinamentos para ser respondida. O mesmo adversário estará novamente do outro lado do campo em 72 horas.

Para o Cruzeiro, o desafio será mostrar que os 20 minutos que praticamente definiram sua eliminação serviram como informação, e não como roteiro para um novo encontro.

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Anna Millard
Anna Millard
Jornalista pela Universidade Federal de Ouro Preto. Tem experiência em jornalismo esportivo, cidades e economia. Passou pelo setor público em assessoria de comunicação e assessoria de imprensa.