O Como não tratou a chegada de Kaiki apenas como mais uma contratação de mercado. O clube italiano anunciou o lateral-esquerdo revelado pelo Cruzeiro e, nas redes sociais, já conectou a imagem do jogador ao ambiente comercial do clube, com direcionamento para a loja oficial de uniformes.
O detalhe chamou atenção porque mostra uma diferença de abordagem. Enquanto muitos clubes brasileiros anunciam reforços com arte, vídeo curto e mensagem institucional, o Como aproveitou o primeiro impacto da chegada para transformar o jogador em vitrine de produto.
Na prática, o clube usou o interesse pelo novo reforço para levar o torcedor até a loja. A página oficial do Como no Instagram já trabalha com chamada direta para compra de camisa, e a loja online do clube exibe uniformes da temporada 2025/26, incluindo camisa titular, reserva e terceira camisa.
A ação não é isolada. O Como vem tentando se posicionar como um clube com forte identidade visual, ligado à imagem de Lake Como, à moda, ao turismo e ao estilo de vida italiano. A contratação de Kaiki entra nesse pacote: reforça o elenco de Cesc Fàbregas, mas também serve como conteúdo para redes, loja, torcida internacional e mercado brasileiro.
Kaiki vira reforço e produto de imagem
Kaiki foi anunciado pelo Como em operação de empréstimo com obrigação de compra. O jogador deixa o Cruzeiro depois de se firmar como titular, ser convocado para a Seleção Brasileira e ganhar valorização no mercado europeu.
No comunicado oficial, o clube italiano apresentou o brasileiro como um lateral de velocidade, intensidade e experiência internacional. Fàbregas também elogiou o reforço e disse que Kaiki é um lateral moderno, com energia, coragem para jogar para frente, capacidade física para repetir corridas e força para defender com intensidade.
A fala do treinador dá peso esportivo ao anúncio. Mas o movimento de comunicação vai além do campo. Ao mostrar Kaiki com a nova camisa e aproximar a publicação da loja oficial, o Como usa o brasileiro para gerar engajamento imediato e estimular consumo.
Esse tipo de estratégia é comum em clubes europeus com operação comercial mais sofisticada. O reforço não é anunciado só para informar a torcida. Ele vira oportunidade para vender camisa, aumentar seguidores, atrair público de outro país e reforçar a marca.
No caso de Kaiki, há um componente extra: ele chega do Brasil, país com grande consumo de futebol nas redes sociais. A publicação sobre o lateral tem potencial de alcançar cruzeirenses, torcedores brasileiros interessados em mercado da bola e perfis internacionais que acompanham jovens sul-americanos.
Para o Como, cada clique vindo desse público pode virar audiência, seguidor, venda ou reconhecimento de marca.
Como transforma futebol em marca
A loja oficial do Como trabalha com uniformes, peças casuais, produtos retrô e itens ligados ao estilo do clube. As camisas 2025/26 aparecem com preço promocional de €55, abaixo do valor cheio de €110. Também há peças de treino, bonés, moletons, polos e produtos de edição especial.
Isso ajuda a explicar o cuidado com a apresentação de novos jogadores. O Como não vende apenas a camisa de jogo. O clube tenta vender uma estética. O azul, o branco, o lago, a cidade turística, Fàbregas no banco e agora jovens reforços internacionais fazem parte da mesma narrativa.
Kaiki chega nesse contexto. Para o torcedor do Cruzeiro, ele é o lateral formado na Toca da Raposa, titular com Artur Jorge e vendido em uma das maiores negociações recentes do clube. Para o Como, passa a ser também um rosto novo em campanha de internacionalização.





